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Governo investe para fortalecer laboratórios nacionais
21/07/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=72263
Saúde prevê fomento para produção de medicamentos, desenvolvimento de pesquisas e produção de vacina<BR><BR>
<P>O governo federal trabalha em diversas frentes para impulsionar a capacidade produtiva da indústria farmacêutica brasileira e reduzir a dependência externa do mercado de remédios.</P>
<P>O Ministério da Saúde coordena ações que incluem parcerias entre laboratórios nacionais públicos e privados para a produção de medicamentos considerados estratégicos, o financiamento do desenvolvimento de pesquisas em mais de 400 universidades, acordos de transferência de tecnologia para a produção local de vacinas e até a criação de um superlaboratório brasileiro, com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</P>
<P>Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, informou que o investimento brasileiro em infraestrutura, pesquisa e tecnologia no chamado complexo industrial da saúde (CIS) soma R$ 6 bilhões entre 2003 e março de 2010. "Com o maior desenvolvimento industrial na área, o Brasil tem mais condições de ampliar o acesso da população a exames, medicamentos e tratamentos de doenças, além de benefícios para o desenvolvimento econômico e para a geração de empregos", resume.</P>
<P>No campo das parcerias, o ministério informou que 17 laboratórios públicos e privados trabalham juntos para produzir remédios estratégicos dentro do país. São drogas para Alzheimer, hemofilia, osteosporose, aids, asma, tuberculose, para pacientes que passaram por transplante, além do contraceptivo DIU.</P>
<P>Segundo Guimarães, o trabalho em conjunto pode gerar economia de quase 15% do orçamento para compras externas do Ministério da Saúde. "Importamos esses produtos e pagamos, em média, R$ 850 milhões. Com a produção nacional, o Brasil deverá economizar R$ 170 milhões por ano."</P>
<P>Na área acadêmica, o investimento chega a R$ 700 milhões entre 2003 e 2009. "São estudos que apresentam resultados aplicáveis ao Sistema Único de Saúde e à melhoria da qualidade de vida da população", explica Guimarães. O governo federal ainda vai aplicar R$ 350 milhões na modernização e ampliação das fábricas de vacinas no país entre 2010 e 2012.</P>
<P>Além dessas ações, Guimarães acrescenta que o BNDES está pensando em incentivar a criação de uma empresa competitiva para competir no mercado global. "Trata-se de uma empresa para ser mais competitiva. A Novartis tem gordura e capital para inovar, correr riscos e continuar com caixa para operar."</P>
<P><FONT size=1>(Luciano Máximo)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Valor Econômico, 20/7)</FONT></P>
<P>O governo federal trabalha em diversas frentes para impulsionar a capacidade produtiva da indústria farmacêutica brasileira e reduzir a dependência externa do mercado de remédios.</P>
<P>O Ministério da Saúde coordena ações que incluem parcerias entre laboratórios nacionais públicos e privados para a produção de medicamentos considerados estratégicos, o financiamento do desenvolvimento de pesquisas em mais de 400 universidades, acordos de transferência de tecnologia para a produção local de vacinas e até a criação de um superlaboratório brasileiro, com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</P>
<P>Reinaldo Guimarães, secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, informou que o investimento brasileiro em infraestrutura, pesquisa e tecnologia no chamado complexo industrial da saúde (CIS) soma R$ 6 bilhões entre 2003 e março de 2010. "Com o maior desenvolvimento industrial na área, o Brasil tem mais condições de ampliar o acesso da população a exames, medicamentos e tratamentos de doenças, além de benefícios para o desenvolvimento econômico e para a geração de empregos", resume.</P>
<P>No campo das parcerias, o ministério informou que 17 laboratórios públicos e privados trabalham juntos para produzir remédios estratégicos dentro do país. São drogas para Alzheimer, hemofilia, osteosporose, aids, asma, tuberculose, para pacientes que passaram por transplante, além do contraceptivo DIU.</P>
<P>Segundo Guimarães, o trabalho em conjunto pode gerar economia de quase 15% do orçamento para compras externas do Ministério da Saúde. "Importamos esses produtos e pagamos, em média, R$ 850 milhões. Com a produção nacional, o Brasil deverá economizar R$ 170 milhões por ano."</P>
<P>Na área acadêmica, o investimento chega a R$ 700 milhões entre 2003 e 2009. "São estudos que apresentam resultados aplicáveis ao Sistema Único de Saúde e à melhoria da qualidade de vida da população", explica Guimarães. O governo federal ainda vai aplicar R$ 350 milhões na modernização e ampliação das fábricas de vacinas no país entre 2010 e 2012.</P>
<P>Além dessas ações, Guimarães acrescenta que o BNDES está pensando em incentivar a criação de uma empresa competitiva para competir no mercado global. "Trata-se de uma empresa para ser mais competitiva. A Novartis tem gordura e capital para inovar, correr riscos e continuar com caixa para operar."</P>
<P><FONT size=1>(Luciano Máximo)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Valor Econômico, 20/7)</FONT></P>