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Educação deve ser prioridade na atenção do próximo presidente, dizem eleitores
11/06/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=71427
Área aparece como a quarta que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego<BR><BR>
<P>A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego. É o que aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9/6) pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação.</P>
<P>O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo. "Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante", disse.</P>
<P>Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do professor (46%), a segurança nas escolas (46%) e a qualificação do corpo docente.</P>
<P>Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções em uma lista de 16 medidas.</P>
<P>Para a diretora executiva do IPM, Ana Lucia Lima, o resultado da pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor. "Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava que só era precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que talvez seja o mais importante de tudo", afirmou.</P>
<P>O estudo também mostra que o brasileiro está dando mais importância à questão da avaliação do ensino. Em 2006, 29% dos entrevistados disseram não conhecer os exames que avaliam a educação básica, índice que caiu para 13% em 2010.</P>
<P>Ana Lucia destaca outra informação importante na pesquisa. Em 2006, 10% dos entrevistados não sabiam dizer de quem era a responsabilidade pela educação básica, taxa que caiu para 1% em 2010. Para 55% dos entrevistados, quem mais contribui para a qualidade da educação foi o governo federal, seguido pelos municípios e os estados.</P>
<P>A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a cargos eletivos em diferentes níveis de que é preciso apresentar propostas consistentes para a área de educação.</P>
<P>"Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendo que a educação no final das contas é o que é capaz de mudar o país", afirmou.</P>
<P>Eleitores avaliam que educação melhorou, mas ainda avança em ritmo lento</P>
<P>A pesquisa divulgada pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, revela que na opinião do eleitor brasileiro a educação melhorou, mas ainda em ritmo lento. O estudo encomendado pelo movimento Todos pela Educação entrevistou 2 mil eleitores em todas as regiões do país.</P>
<P>Em 2006, o percentual de entrevistados que consideravam a educação "ótima ou boa" era de 25% e em 2010 subiu para 34%. Mas para 51% dos eleitores, ela avança em ritmo lento. Os resultados variam bastante entre as regiões. No Sul, 50% avaliam a educação como ótima ou boa, enquanto no Sudeste esse percentual diminui para 25%.</P>
<P>Os entrevistados foram perguntados sobre o grau de satisfação em relação aos resultados alcançados pelo presidente Lula em diferentes áreas do governo. A relação do Brasil com outros países foi a área de atuação melhor avaliada pelos eleitores - ganhou nota 3,4 em uma escala de 0 a 5. Em seguida vem a gestão da economia (3,1) e a infraestrutura (3,0). A educação superior aparece em quarto lugar (2,9) e a educação básica em sexto (2,8).</P>
<P>A pesquisa também mostrou que a educação aparece como uma das áreas prioritárias para os eleitores, logo depois da saúde, da segurança e do emprego. Investir em melhores salários para os professores e na segurança das escolas são as medidas mais importantes, segundo os eleitores, para melhorar a qualidade do ensino.</P>
<P><FONT size=1>(Amanda Cieglinski, Agência Brasil)</FONT></P>
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<P>A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego. É o que aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9/6) pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação.</P>
<P>O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo. "Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante", disse.</P>
<P>Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do professor (46%), a segurança nas escolas (46%) e a qualificação do corpo docente.</P>
<P>Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções em uma lista de 16 medidas.</P>
<P>Para a diretora executiva do IPM, Ana Lucia Lima, o resultado da pesquisa revela uma maturidade maior do eleitor. "Isso é uma evolução importante em relação aos momentos anteriores, quando a população pensava que só era precisa construir escola e quase que se esquecia do capital humano, que talvez seja o mais importante de tudo", afirmou.</P>
<P>O estudo também mostra que o brasileiro está dando mais importância à questão da avaliação do ensino. Em 2006, 29% dos entrevistados disseram não conhecer os exames que avaliam a educação básica, índice que caiu para 13% em 2010.</P>
<P>Ana Lucia destaca outra informação importante na pesquisa. Em 2006, 10% dos entrevistados não sabiam dizer de quem era a responsabilidade pela educação básica, taxa que caiu para 1% em 2010. Para 55% dos entrevistados, quem mais contribui para a qualidade da educação foi o governo federal, seguido pelos municípios e os estados.</P>
<P>A diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, acredita que a pesquisa manda um recado claro aos candidatos a cargos eletivos em diferentes níveis de que é preciso apresentar propostas consistentes para a área de educação.</P>
<P>"Nós esperamos que os candidatos entendam o que a população está dizendo. A educação é uma agenda cada vez mais importante que encostou em áreas que historicamente eram prioritárias como a saúde e a segurança. O brasileiro está entendo que a educação no final das contas é o que é capaz de mudar o país", afirmou.</P>
<P>Eleitores avaliam que educação melhorou, mas ainda avança em ritmo lento</P>
<P>A pesquisa divulgada pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, revela que na opinião do eleitor brasileiro a educação melhorou, mas ainda em ritmo lento. O estudo encomendado pelo movimento Todos pela Educação entrevistou 2 mil eleitores em todas as regiões do país.</P>
<P>Em 2006, o percentual de entrevistados que consideravam a educação "ótima ou boa" era de 25% e em 2010 subiu para 34%. Mas para 51% dos eleitores, ela avança em ritmo lento. Os resultados variam bastante entre as regiões. No Sul, 50% avaliam a educação como ótima ou boa, enquanto no Sudeste esse percentual diminui para 25%.</P>
<P>Os entrevistados foram perguntados sobre o grau de satisfação em relação aos resultados alcançados pelo presidente Lula em diferentes áreas do governo. A relação do Brasil com outros países foi a área de atuação melhor avaliada pelos eleitores - ganhou nota 3,4 em uma escala de 0 a 5. Em seguida vem a gestão da economia (3,1) e a infraestrutura (3,0). A educação superior aparece em quarto lugar (2,9) e a educação básica em sexto (2,8).</P>
<P>A pesquisa também mostrou que a educação aparece como uma das áreas prioritárias para os eleitores, logo depois da saúde, da segurança e do emprego. Investir em melhores salários para os professores e na segurança das escolas são as medidas mais importantes, segundo os eleitores, para melhorar a qualidade do ensino.</P>
<P><FONT size=1>(Amanda Cieglinski, Agência Brasil)</FONT></P>
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