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Ciência deve ter como alvo inclusão social, dizem estudiosos

31/05/2010 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=71185
Segundo palestrantes da 4ª CNCTI, conhecimento deve ser um bem comum<BR><BR>
<P>O potencial de desenvolvimento e produção de tecnologias com capacidade para melhorar o bem estar da população deve ser encarado como um bem público e não como um negócio de grandes empresas em busca de lucro. Esta é a síntese feita pelos participantes da mesa "Democracia e Cidadania: o papel da CT&amp;I na redução das desigualdades sociais", realizada nesta sexta-feira (28/5), último dia da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI).</P>
<P>Para os debatedores, a atual configuração da ciência mundial, baseada na busca por patentes que garantam a lucratividade da propriedade intelectual, é insustentável e, principalmente, antiética. "A ciência e a tecnologia devem ser um bem comum, mas é inviável pensar em bem comum com o atual sistema de propriedade intelectual", afirmou Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análise Socioeconômica (Ibase). "Isso faz com que a CT hoje seja um fator de exclusão. Há um claro problema ético."</P>
<P>Para Grzybowski, ser contra o atual sistema de propriedade intelectual não significa ser contra inovação ou mesmo afirmar que sua produção não deva ser bem remunerada. "Há outras formas de se fazer isso", garantiu.</P>
<P>Na ótica de Paulo Augusto Itaracambi, do Instituto Ethos, o atual momento socioeconômico mundial demonstra a necessidade de se trabalhar com novos paradigmas de desenvolvimento. "Precisamos interromper a privatização do bem comum. O cenário é de oportunidade", defendeu, referindo-se aos debates relativos aos rumos da Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP).</P>
<P>Segundo ele, os cientistas devem atentar para a necessidade de produzir ciência voltada para a preservação do meio ambiente, da sustentabilidade e da inclusão social. "Não é possível conceber a sociedade de bem estar sem inovação", complementou secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Antonio Prado.</P>
<P><FONT size=1>(Marcelo Medeiros, do Jornal da Ciência)</FONT></P>
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