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Brasil, Índia e África do Sul vão desenvolver dois satélites

19/04/2010 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70309
Acordo trilateral prevê cooperação científica e tecnológica<BR><BR>
<P>Brasil, Índia e África do Sul assinaram nesta quinta-feira (15/4), em Brasília, um acordo de cooperação para o desenvolvimento de dois satélites, além de troca de informações e pesquisas sobre energia solar.</P>
<P>Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os satélites serão usados em estudos climáticos e agrícolas dos três países. "Esse é mais um de diversos acordos trilaterais assinados entre os países do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul). Esses satélites são importantes para reforçarmos o trabalho dos centros espaciais", destacou.</P>
<P>O outro acordo se refere ao compromisso de busca por desenvolvimento no campo da energia solar, que pode vir a ter um marco regulatório comum. Em dois meses, as conversas deverão ser formalizadas em documento, de acordo com diplomatas.</P>
<P>Um grupo de trabalho foi designado para debater ainda intercâmbios relativos às áreas de biotecnologia, nanotecnologia, saúde, energias alternativas, oceanografia, tecnologías de informação e comunicação e conhecimentos indígenas.</P>
<P>O acordo para construção de satélites foi firmado na 4ª Cúpula do Ibas, que reúne os chefes de Estado dos três países. O primeiro ministro indiano, Manmohan Singh, afirmou que o encontro e o acordo de cooperação ajudarão no desenvolvimento dos países. "Os países do Ibas têm uma experiência rica em questões globais. Tenho certeza que avançamos na direção correta para o desenvolvimento em áreas estratégicas como agricultura, ciência e tecnologia, energia e pesquisas espaciais."</P>
<P>Segundo o presidente Lula, na reunião também foi discutida a ampliação da cooperação científica e tecnológica entre os três países. O presidente sul-africano, Jacob Zuma, destacou que o conhecimento adquirido com o desenvolvimento do satélite é útil também para outras áreas. "Estamos muito animados com o desenvolvimento de um satélite para o Ibas. É uma oportunidade de aumentarmos a nossa capacidade científica. O conhecimento pode ser aplicado em áreas como saúde e transporte", disse.</P>
<P>O Ibas possui um fundo de capacidade limitada, de acordo com os próprios chefes de Estado. Esses recursos, que, de acordo com o jornal "Folha de SP", são da ordem de US$ 3 milhões por ano, seriam utilizados nos programas conjuntos.</P>
<P>Contudo, seu principal atrativo seria o desenho institucional, que derrubaria entraves burocráticos e facilitaria a troca de invenções simples, como uma semeadora manual desenvolvida pela Embrapa.</P>
<P><FONT size=1>(Com informações da Assessoria de Comunicação do MCT, da agência Xinhua e da Folha de SP)</FONT></P>
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