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A política industrial e a inovação
16/04/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70285
O tema política industrial voltou à ordem do dia. Tornou-se tema mundial, depois de décadas execrada pelo chamado pensamento neoliberal<BR><BR>
<P>É um movimento curioso porque, centro desse pensamento, os Estados Unidos jamais abdicaram de instrumentos indutores de desenvolvimento - desde as compras públicas até estruturas de apoio a setores prioritários.</P>
<P>A prática foi retomada há alguns anos no Brasil. Inicialmente definindo setores prioritários. Numa segunda rodada, através da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), privilegiando políticas horizontais, que interferem em vários setores.</P>
<P>Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a principal contribuição do PDP foi o aumento dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para 2010, o volume estimado de investimentos em P&D será de R$ 13,5 bilhões, um salto de 64,6% sobre os R$ 8,2 bilhões em 2009. Esse avanço deve representar um montante investido de 0,58% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), mas ainda abaixo da meta de 0,65% fixada pelo governo.</P>
<P>"O investimento privado em Pesquisa e Desenvolvimento, apontado pela FIESP como a principal dificuldade, deve apresentar resultados bastante positivos em 2010", disse o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho a André Inohara, da Agência Dinheiro Vivo.</P>
<P>De acordo com suas projeções, o avanço da P&D será maior que a de investimentos em máquinas e equipamentos.</P>
<P>A meta do governo de aumentar a taxa de investimentos - representada pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - para 21% do PIB neste ano também não se concretizará. "Seria necessário que o investimento fixo crescesse 11,6% ao ano para atingir a meta de 21% em 2010. Com a crise, entretanto, entre 2008 e 2009 houve uma retração do investimento próxima a 10%, o que comprometeu essa meta", segundo Roriz.</P>
<P>Mesmo assim, considera que uma política industrial é "fundamental para incentivar os investimentos das empresas".</P>
<P>Seis meses após o lançamento da PDP (novembro de 2008), uma pesquisa da FIESP constatou que os efeitos totais da política industrial sobre as decisões de investimento se traduziram em 29,5% de aumento nos investimentos em máquinas e equipamentos e em 27,1% nos investimentos em P&D e inovação.</P>
<P>Entre as medidas de desoneração que mais contribuíram para a aceleração de investimentos, estão a aplicação da Depreciação acelerada de máquinas e equipamentos - , o Crédito da Depreciação do CSLL e o uso do PIS e COFINS na aquisição de imobilizado destinado ao desenvolvimento tecnológico.</P>
<P>"Estima-se que estas três medidas reduzam em aproximadamente 10,2% o custo dos investimentos", segundo a Decomtec. São iniciativas encorajadoras, mas ainda há muito a ser feito, diz Roriz. Segundo pesquisa FIESP sobre Investimentos em 2009, a principal barreira para ampliação dos investimentos nesse ano é a carga tributária, conforme aponta 64% do empresariado.</P>
<P><FONT size=1>(Luiz Henrique Mendes)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Portal Luis Nassif, 15/4)</FONT></P>
<P>É um movimento curioso porque, centro desse pensamento, os Estados Unidos jamais abdicaram de instrumentos indutores de desenvolvimento - desde as compras públicas até estruturas de apoio a setores prioritários.</P>
<P>A prática foi retomada há alguns anos no Brasil. Inicialmente definindo setores prioritários. Numa segunda rodada, através da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), privilegiando políticas horizontais, que interferem em vários setores.</P>
<P>Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a principal contribuição do PDP foi o aumento dos investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para 2010, o volume estimado de investimentos em P&D será de R$ 13,5 bilhões, um salto de 64,6% sobre os R$ 8,2 bilhões em 2009. Esse avanço deve representar um montante investido de 0,58% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), mas ainda abaixo da meta de 0,65% fixada pelo governo.</P>
<P>"O investimento privado em Pesquisa e Desenvolvimento, apontado pela FIESP como a principal dificuldade, deve apresentar resultados bastante positivos em 2010", disse o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho a André Inohara, da Agência Dinheiro Vivo.</P>
<P>De acordo com suas projeções, o avanço da P&D será maior que a de investimentos em máquinas e equipamentos.</P>
<P>A meta do governo de aumentar a taxa de investimentos - representada pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - para 21% do PIB neste ano também não se concretizará. "Seria necessário que o investimento fixo crescesse 11,6% ao ano para atingir a meta de 21% em 2010. Com a crise, entretanto, entre 2008 e 2009 houve uma retração do investimento próxima a 10%, o que comprometeu essa meta", segundo Roriz.</P>
<P>Mesmo assim, considera que uma política industrial é "fundamental para incentivar os investimentos das empresas".</P>
<P>Seis meses após o lançamento da PDP (novembro de 2008), uma pesquisa da FIESP constatou que os efeitos totais da política industrial sobre as decisões de investimento se traduziram em 29,5% de aumento nos investimentos em máquinas e equipamentos e em 27,1% nos investimentos em P&D e inovação.</P>
<P>Entre as medidas de desoneração que mais contribuíram para a aceleração de investimentos, estão a aplicação da Depreciação acelerada de máquinas e equipamentos - , o Crédito da Depreciação do CSLL e o uso do PIS e COFINS na aquisição de imobilizado destinado ao desenvolvimento tecnológico.</P>
<P>"Estima-se que estas três medidas reduzam em aproximadamente 10,2% o custo dos investimentos", segundo a Decomtec. São iniciativas encorajadoras, mas ainda há muito a ser feito, diz Roriz. Segundo pesquisa FIESP sobre Investimentos em 2009, a principal barreira para ampliação dos investimentos nesse ano é a carga tributária, conforme aponta 64% do empresariado.</P>
<P><FONT size=1>(Luiz Henrique Mendes)</FONT></P>
<P><FONT size=1>(Portal Luis Nassif, 15/4)</FONT></P>