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Ensino tecnológico, artigo de Ozires Silva e Fábio Ribeiro
11/02/2010
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69019
"Países que usaram tecnologia como ferramenta de ensino pavimentaram o caminho para um crescimento sólido e sustentável"<BR><BR>
<P>Ozires Silva é reitor da Unimonte, ex-presidente da Embraer, da Petrobras e da Varig e ex-ministro da Infra-estrutura. Fábio Ribeiro é diretor de marketing da Unimonte. Artigo publicado no "Brasil Econômico":</P>
<P>Recentemente a Editora Companhia das Letras lançou o livro "O Homem que amava a China" de Simon Winchester, que conta a história do cientista Joseph Needham e sua longa permanência na Ásia.</P>
<P>Nedham escreveu uma das maiores referências sobre a história da civilização chinesa, com destaque para a história da ciência na China. Sua obra Ciência e Civilização na China compreende todo esforço de 7000 anos em desenvolvimento, principalmente tecnológico, colocando o país, nos dias atuais, no patamar real de próxima potência mundial, principalmente no aspecto comercial e tecnológico - e não no aspecto militar como no caso americano.</P>
<P>Levantamos este ponto para demonstrar que países que realmente usaram do conhecimento e principalmente da tentativa tecnológica de fazer um lugar melhor, uma estratégia clara de crescimento, estão em rota clara de crescimento. Diversos países da Europa, Ásia e até mesmo do Oriente Médio investem pesadamente em ensino tecnológico, para que seus futuros profissionais, hoje estudantes de cursos tecnológicos possam trazer soluções reais para os seus problemas atuais, sejam eles de caráter social, militar, econômico, industrial e até mesmo gastronômico.</P>
<P>Hoje o Brasil sofre com problemas crônicos de meio ambiente. Enchentes e mudanças climáticas são apenas alguns deles. Há ainda problemas de infra-estrutura de portos. Nossos portos são incapazes de receber grandes navios, o que interfere diretamente no comércio internacional.</P>
<P>A tecnologia em petróleo, apesar de alguns avanços, ainda necessita de enormes investimentos. A lista segue com problemas de energia (logo teremos a possibilidade de um futuro apagão), tecnologia da informação, gestão de empresas, entre outros fatores, que de forma rápida e segura poderíam ser reduzidos por meio de conhecimentos produzidos e aproveitados pelos governos a partir do ensino tecnológico.</P>
<P>Muitos países, como Espanha e México estão reduzindo seus problemas graças aos investimentos maciços nesta modalidade de ensino, que somente agora no Brasil começa a tomar corpo. O ensino tecnológico volta sua atenção para uma direção mais direta ao problema, com praticas reais, e principalmente com um perfil de aluno que busca uma inserção mais clara e rápida no mercado.</P>
<P>O Brasil deve aproveitar ao máximo esse momento. Criar núcleos de ensino e identificar vocações regionais para o desenvolvimento do aprendizado tecnológico. Tome como exemplo a Baixada Santista. Há diversas perspectivas de crescimento e o potencial aproveitamento de profissionais em carreiras que serão desenvolvidas localmente em função de negócios característicos da região. Um bom exemplo é a área de Petróleo e Gás. Outros nichos estão se desenvolvendo rapidamente como Hotelaria, Gastronomia, Engenharia Ambiental. Ensino tecnológico não deve ser uma onda passageira, e sim a onda real, concreta e estratégica de inserção dos brasileiros no cenário global.</P>
<P><FONT size=1>(Brasil Econômico, 10/2)</FONT></P>
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<P>Ozires Silva é reitor da Unimonte, ex-presidente da Embraer, da Petrobras e da Varig e ex-ministro da Infra-estrutura. Fábio Ribeiro é diretor de marketing da Unimonte. Artigo publicado no "Brasil Econômico":</P>
<P>Recentemente a Editora Companhia das Letras lançou o livro "O Homem que amava a China" de Simon Winchester, que conta a história do cientista Joseph Needham e sua longa permanência na Ásia.</P>
<P>Nedham escreveu uma das maiores referências sobre a história da civilização chinesa, com destaque para a história da ciência na China. Sua obra Ciência e Civilização na China compreende todo esforço de 7000 anos em desenvolvimento, principalmente tecnológico, colocando o país, nos dias atuais, no patamar real de próxima potência mundial, principalmente no aspecto comercial e tecnológico - e não no aspecto militar como no caso americano.</P>
<P>Levantamos este ponto para demonstrar que países que realmente usaram do conhecimento e principalmente da tentativa tecnológica de fazer um lugar melhor, uma estratégia clara de crescimento, estão em rota clara de crescimento. Diversos países da Europa, Ásia e até mesmo do Oriente Médio investem pesadamente em ensino tecnológico, para que seus futuros profissionais, hoje estudantes de cursos tecnológicos possam trazer soluções reais para os seus problemas atuais, sejam eles de caráter social, militar, econômico, industrial e até mesmo gastronômico.</P>
<P>Hoje o Brasil sofre com problemas crônicos de meio ambiente. Enchentes e mudanças climáticas são apenas alguns deles. Há ainda problemas de infra-estrutura de portos. Nossos portos são incapazes de receber grandes navios, o que interfere diretamente no comércio internacional.</P>
<P>A tecnologia em petróleo, apesar de alguns avanços, ainda necessita de enormes investimentos. A lista segue com problemas de energia (logo teremos a possibilidade de um futuro apagão), tecnologia da informação, gestão de empresas, entre outros fatores, que de forma rápida e segura poderíam ser reduzidos por meio de conhecimentos produzidos e aproveitados pelos governos a partir do ensino tecnológico.</P>
<P>Muitos países, como Espanha e México estão reduzindo seus problemas graças aos investimentos maciços nesta modalidade de ensino, que somente agora no Brasil começa a tomar corpo. O ensino tecnológico volta sua atenção para uma direção mais direta ao problema, com praticas reais, e principalmente com um perfil de aluno que busca uma inserção mais clara e rápida no mercado.</P>
<P>O Brasil deve aproveitar ao máximo esse momento. Criar núcleos de ensino e identificar vocações regionais para o desenvolvimento do aprendizado tecnológico. Tome como exemplo a Baixada Santista. Há diversas perspectivas de crescimento e o potencial aproveitamento de profissionais em carreiras que serão desenvolvidas localmente em função de negócios característicos da região. Um bom exemplo é a área de Petróleo e Gás. Outros nichos estão se desenvolvendo rapidamente como Hotelaria, Gastronomia, Engenharia Ambiental. Ensino tecnológico não deve ser uma onda passageira, e sim a onda real, concreta e estratégica de inserção dos brasileiros no cenário global.</P>
<P><FONT size=1>(Brasil Econômico, 10/2)</FONT></P>
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