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UE exige posição do Brasil sobre uso de petróleo do pré-sal

14/12/2009 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67855<br>
Negociador questionou se haverá utilização em larga escala; presidente dos EUA elogia Fundo Amazônia<BR><BR>
<P>Andrei Netto, Afra Balazina e Lisandra Paraguassú escrevem para "O Estado de SP":</P>
<P>O principal negociador da União Europeia para o clima, Artur Runge-Metzger, cobrou quinta-feira (10/12) do Brasil uma posição sobre o uso do petróleo do pré-sal. Apesar de satisfeito pela "mesa não estar mais vazia" de propostas dos países em desenvolvimento, ele diz que ainda há muitas questões em aberto para saber se as metas anunciadas até agora são suficientes ou não.</P>
<P>"O Brasil falou em reduzir o desmatamento e colocou números porcentuais, a China disse que vai diminuir a intensidade de carbono e a Índia também. Mas há questões pendentes. No Brasil, o que vocês estão fazendo no setor industrial? Sabemos que muito petróleo foi encontrado em frente à costa brasileira. Ele será usado em grande escala?", indagou.</P>
<P>Runge-Metzger ressaltou que até hoje "a matriz energética é limpa, majoritariamente de hidrelétricas" e que o país tem a vantagem de usar muito biocombustível. "Mas isso pode mudar radicalmente se essa grande quantidade de petróleo for utilizada", disse ao Estado.</P>
<P>O negociador europeu também se queixou do fato de ainda não ter conseguido discutir de que forma as metas de redução das emissões de gases-estufa dos países em desenvolvimento entrarão no texto de Copenhague. "Estamos aqui há quatro dias e não conversamos sobre isso. É frustrante para nós."</P>
<P>Já o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou o Brasil quinta-feira, em Oslo, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Ele disse estar "muito impressionado" com o Fundo Amazônia - que recebe doações de países para permitir a conservação da floresta e, assim, evitar a emissão de gases-estufa resultantes do desmatamento. Para Obama, "esse é, provavelmente, o meio mais barato de enfrentar a questão: montar um corpo efetivo de mecanismos para evitar novos desmatamentos e, quem sabe, plantar novas árvores".</P>
<P>A questão do financiamento para as ações de corte de emissão e adaptação às mudanças climáticas inevitáveis é o maior impasse de Copenhague. O investidor bilionário George Soros apresentou na quinta-feira, na conferência, uma proposta para resolver o tema.</P>
<P>Sua ideia é utilizar linhas de financiamento liberadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar países industrializados durante a crise econômica mundial e que acabaram não sendo acionadas. A sugestão recebeu apoio de ONGs ambientalistas.</P>
<P>De acordo com o secretário executivo da convenção, Yvo de Boer, por enquanto, o foco tem sido o financiamento de curto prazo. Para o longo prazo, existem somente "análises e cálculos" de quanto seria necessário para as ações de mitigação (redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global) e de adaptação (preparação para as mudanças inevitáveis que ocorrerão com o aumento da temperatura).</P>
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