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Ensino superior para de crescer em SP

07/12/2009 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67699<br>
Após alta de anos anteriores, número de alunos que ingressaram nas instituições privadas aumentou apenas 0,6% entre 2007 e 2008<BR><BR>
<P>Fábio Takahashi escreve para a "Folha de SP":</P>
<P>Após três anos de crescimento, o número de alunos que entra nas universidades privadas de São Paulo parou de crescer, ainda que a maioria dos jovens esteja fora do ensino superior.</P>
<P>Segundo o censo do Ministério da Educação, o número de ingressantes no sistema aumentou apenas 0,6% entre 2007 e o ano passado -ou seja, ficou estável. No período anterior, havia crescido 14,8%.</P>
<P>Os dados foram tabulados por Oscar Hipólito, ex-diretor da USP de São Carlos e pesquisador do Instituto Lobo.</P>
<P>A desaceleração ocorre em um momento em que só 15% dos jovens no Estado estão no ensino superior. O Plano Nacional de Educação prevê como meta um patamar de 30%.</P>
<P>As explicações para a queda do crescimento são diversas. As universidades privadas afirmam que a taxa vinha aumentando devido ao Prouni, programa criado pelo governo federal em 2005 que concede bolsas a estudantes pobres em universidades privadas, em troca de isenção fiscal às escolas.</P>
<P>Para o sindicato que representa as universidades, o modelo chegou ao ápice e não conseguirá aumentar mais a quantidade de alunos. A taxa de novas bolsas caiu de 21,1% em 2007 para 1,1% no ano seguinte.</P>
<P>O governo Lula diz que houve desaceleração devido ao aumento da fiscalização e da criação de indicadores de qualidade, como o Enade, o que inibe o crescimento de cursos ruins.</P>
<P>Já o presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação-SP, João Cardoso Palma Filho, cita a opção das instituições por implementar cursos baratos, mas que enfrentam saturação de diplomados no mercado de trabalho -é a situação de administração e direito. Dessa forma, afirma ele, o jovem fica desestimulado a procurar uma faculdade.</P>
<P>Nova aceleração</P>
<P>Apesar de discordarem dos motivos que levaram à desaceleração, os educadores ouvidos foram unânimes em afirmar que a taxa de ingresso de alunos precisa voltar a crescer.</P>
<P>O MEC aposta no novo modelo do Fies, programa federal de financiamento estudantil, que pode ser aprovado na próxima semana pelo Congresso.</P>
<P>O projeto prevê juros mais baixos (de 6,5% para 3,5%), tempo maior para pagar a dívida e um período de 18 meses de carência (o aluno só começa a pagar a dívida um ano e meio após ter se formado).</P>
<P>"Hoje o aluno tem medo de pegar o financiamento. Vamos mudar isso", disse a secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci.</P>
<P>Neste ano, 32 mil alunos fizeram o financiamento. O MEC diz ter recursos para financiar 200 mil no ano que vem.</P>
<P>O Semesp (sindicato das particulares de SP) propõe outras duas alternativas. Uma é abater mais impostos no Prouni, em troca de aumento de bolsas. A ideia vai ser levada à União.</P>
<P>A outra é a possibilidade de o estudante usar o fundo de garantia para pagar o curso superior -proposta que está nos passos iniciais de análise no Congresso. "Se o FGTS pode financiar a casa própria, por que não os estudos?", afirmou o diretor-executivo do sindicato, Rodrigo Capelato.</P>
<P>Já o pesquisador Oscar Hipólito sugere que o financiamento seja mais amplo, com condições mais favoráveis aos alunos e que possa custear também gastos como material escolar.</P>
<P><FONT size=1>(Folha de SP, 4/12)</FONT></P>
<P><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67699"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=67699</FONT></A></P>
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