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Meta obrigatória
01/10/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66353
Brasil se comprometerá a reduzir queimadas em 80%, diz Minc<BR><BR>
<P>Janaína Figueiredo escreve para "O Globo":</P>
<P>O Brasil pretende assumir o compromisso "externo e obrigatório" na Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada em dezembro, em Copenhague, de reduzir em cerca de 80% o desmatamento na Amazônia, até 2020. A posição do governo Lula foi antecipada ontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em seu segundo e último dia de participação na Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (COP-9), que começou em 21 de setembro e termina sexta-feira.</P>
<P>- Será um compromisso do Brasil com o mundo - disse Minc, que, no próximo dia 13, se reunirá com o presidente Lula para definir outras metas a serem apresentadas pelo Brasil em Copenhague.</P>
<P>Corte é de 5 bilhões de toneladas de CO2</P>
<P>O ministro lembrou que atualmente o governo tem uma meta "interna e voluntária" de redução de 70% do desmatamento na Amazônia até 2017. De acordo com cálculos do Ministério do Meio Ambiente, hoje o desmatamento representa de 60% a 64% das emissões brasileiras de gases que provocam o efeito estufa.</P>
<P>- Uma redução de 80% representa em torno de 5 bilhões de toneladas de gás carbônico, volume que é muito significativo e supera a soma do que foi comprometido pelos países que assinaram a declaração de Kyoto - destacou Minc, um dos mais aplaudidos no plenário de ontem.</P>
<P>Até agora o país vinha se recusando a adotar metas compulsórias. Se a proposta de Minc se confirmar, representa uma grande mudança de postura do governo para a reunião do clima.</P>
<P>O governo brasileiro também está elaborando metas para reduzir a taxa de crescimento das emissões totais, mas os números ainda não foram fechados. O trabalho está sendo realizado em parceria com o Ministério da Fazenda e com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).</P>
<P>- No caso do Brasil, a ideia é diminuir o ritmo de crescimento das emissões. Já os países ricos devem se comprometer a reduzi-las - explicou.</P>
<P>Segundo Minc, o país também terá metas de redução das emissões de metano, além de novas políticas para o uso do solo. O ministro voltou a defender a necessidade de que países do sul, como Brasil e nações africanas, avancem na implementação de tecnologias que combatam problemas como a desertificação.</P>
<P>Para o Brasil, que tem a região semiárida mais habitada do planeta (onde vivem 30 milhões de pessoas), o problema da desertificação é grave.</P>
<P>O eixo do discurso de Minc ontem foi justamente a proposta de contabilizar a recuperação do solo e o armazenamento de carbono no solo para efeitos de meta de redução de emissões e créditos de carbono. Hoje, são contabilizadas apenas a redução das emissões diretas de combustível fóssil e do desmatamento:</P>
<P>- Esse mecanismo, que foi respaldado pelo plenário e será levado a Copenhague, servirá para combater a desertificação, que emite muito carbono.</P>
<P>Minc defendeu a idéia de que "ao recuperar uma região desértica com técnicas de plantio, recuperar microbacias, reflorestar, você está capturando e armazenando carbono no solo".</P>
<P>- Desta maneira avançamos no combate à desertificação e, ao mesmo tempo, tratamos o problema dos imigrantes crônicos que, por culpa da desertificação, são jogados de um lado para o outro. Trata-se de um problema climático e social - assegurou.</P>
<P>(O Globo, 30/9)</P>
<P>Janaína Figueiredo escreve para "O Globo":</P>
<P>O Brasil pretende assumir o compromisso "externo e obrigatório" na Conferência sobre Mudança Climática das Nações Unidas, que será realizada em dezembro, em Copenhague, de reduzir em cerca de 80% o desmatamento na Amazônia, até 2020. A posição do governo Lula foi antecipada ontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em seu segundo e último dia de participação na Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (COP-9), que começou em 21 de setembro e termina sexta-feira.</P>
<P>- Será um compromisso do Brasil com o mundo - disse Minc, que, no próximo dia 13, se reunirá com o presidente Lula para definir outras metas a serem apresentadas pelo Brasil em Copenhague.</P>
<P>Corte é de 5 bilhões de toneladas de CO2</P>
<P>O ministro lembrou que atualmente o governo tem uma meta "interna e voluntária" de redução de 70% do desmatamento na Amazônia até 2017. De acordo com cálculos do Ministério do Meio Ambiente, hoje o desmatamento representa de 60% a 64% das emissões brasileiras de gases que provocam o efeito estufa.</P>
<P>- Uma redução de 80% representa em torno de 5 bilhões de toneladas de gás carbônico, volume que é muito significativo e supera a soma do que foi comprometido pelos países que assinaram a declaração de Kyoto - destacou Minc, um dos mais aplaudidos no plenário de ontem.</P>
<P>Até agora o país vinha se recusando a adotar metas compulsórias. Se a proposta de Minc se confirmar, representa uma grande mudança de postura do governo para a reunião do clima.</P>
<P>O governo brasileiro também está elaborando metas para reduzir a taxa de crescimento das emissões totais, mas os números ainda não foram fechados. O trabalho está sendo realizado em parceria com o Ministério da Fazenda e com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).</P>
<P>- No caso do Brasil, a ideia é diminuir o ritmo de crescimento das emissões. Já os países ricos devem se comprometer a reduzi-las - explicou.</P>
<P>Segundo Minc, o país também terá metas de redução das emissões de metano, além de novas políticas para o uso do solo. O ministro voltou a defender a necessidade de que países do sul, como Brasil e nações africanas, avancem na implementação de tecnologias que combatam problemas como a desertificação.</P>
<P>Para o Brasil, que tem a região semiárida mais habitada do planeta (onde vivem 30 milhões de pessoas), o problema da desertificação é grave.</P>
<P>O eixo do discurso de Minc ontem foi justamente a proposta de contabilizar a recuperação do solo e o armazenamento de carbono no solo para efeitos de meta de redução de emissões e créditos de carbono. Hoje, são contabilizadas apenas a redução das emissões diretas de combustível fóssil e do desmatamento:</P>
<P>- Esse mecanismo, que foi respaldado pelo plenário e será levado a Copenhague, servirá para combater a desertificação, que emite muito carbono.</P>
<P>Minc defendeu a idéia de que "ao recuperar uma região desértica com técnicas de plantio, recuperar microbacias, reflorestar, você está capturando e armazenando carbono no solo".</P>
<P>- Desta maneira avançamos no combate à desertificação e, ao mesmo tempo, tratamos o problema dos imigrantes crônicos que, por culpa da desertificação, são jogados de um lado para o outro. Trata-se de um problema climático e social - assegurou.</P>
<P>(O Globo, 30/9)</P>