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Ministério Público de SP investiga irregularidades na gestão da Fundação Butantan
22/09/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66135
Isaias Raw, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, está afastado da presidência da entidade, mas não há evidências de seu envolvimento. Esquema, segundo MP, foi montado por funcionários do 2º escalão<BR>
<P>O Ministério Público de SP abriu investigação para apurar irregularidades na gestão da Fundação Butantan, entidade de direito privado de apoio ao Instituto Butantan.</P>
<P>Estima-se que foram desviados mais de R$ 30 milhões da fundação nos últimos cinco anos. O orçamento anual do órgão é de cerca de R$ 300 milhões, segundo a Promotoria.</P>
<P>Por conta dessa suspeita, o conselho curador do órgão afastou preventivamente o presidente da fundação, Isaias Raw, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, por "gestão temerária". De acordo com nota divulgada pelo Instituto Butantan, o professor emérito da USP e ex-presidente do CNPq Erney Camargo assume como presidente interino da instituição.</P>
<P>Hisako Gondo Higashi, ex-superintendente da fundação, também foi afastada. A superintendência será temporariamente ocupada pelo pesquisador da USP, Hernan Chaimovich.</P>
<P>Segundo o promotor Airton Grazzioli, da Curadoria de Fundações do Ministério Público, não há evidência de que Raw soubesse do esquema ou de que tenha recebido dinheiro. Porém, como alguns cheques usados para o desvio tinham assinatura do médico, haverá responsabilização dolosa (intencional) ou culposa.</P>
<P>Segundo o jornal "Folha de SP", o Ministério Público recomendou o afastamento de Raw porque ele insistia em manter uma administração "caseira", mesmo após a descoberta dos desfalques. Aos promotores, segundo a apuração, o médico alegava ser um cientista, preocupado com a produção, e não com a burocracia.</P>
<P>O esquema criminoso foi organizado por funcionários do segundo escalão, segundo o promotor. Sete foram demitidos. Ninguém está preso. Ainda de acordo com Grazzioli, a investigação teve início no ano passado após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificar movimentações suspeitas.</P>
<P>Esquema</P>
<P>O Ministério da Saúde paga à fundação pela compra de soro e vacina - cerca de 90% das vacinas produzidas no país e utilizadas no Sistema Único de Saúde são fabricadas pelo Butantan.</P>
<P>Para receber o dinheiro de um contrato, a fundação abre contas no Banco do Brasil. Em tese, essas contas deveriam ser fechadas após o término de cada contrato. Uma dessas contas, que já não aparecia no balanço e nos demonstrativos contábeis da fundação, teria sido usada para receber pagamentos do ministério e desviar recursos para empresas que participariam do esquema.</P>
<P>O principal suspeito de coordenar o esquema, segundo o Ministério Público, seria o ex-gerente financeiro Adalberto da Silva Bezerra, demitido por justa causa em dezembro do ano passado, três meses depois do início das investigações.</P>
<P>De acordo com a investigação, o esquema teria a participação de funcionários do segundo e terceiro escalões. A apuração começou depois de um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou no ano passado movimentações suspeitas de pagamento por serviços prestados a uma microempresa chamada Sunstec, no valor de R$ 2,6 milhões. A empresa teria repassado parte do valor a funcionários da fundação.</P>
<P>Em nota, cientista afirma ter sido "ingênuo"</P>
<P>"Fomos ingênuos, acreditando em funcionários que estavam conosco há mais de 15 anos", afirmou o pesquisador Isaias Raw em nota divulgada na sexta-feira de noite. Ele aponta que deixou temporariamente a direção da Fundação Butantan para garantir total liberdade e transparência à investigação.</P>
<P>Raw argumenta que sua prioridade à frente da instituição foi a saúde pública. As demais atividades seriam funções secundárias a serviço do objetivo principal. "Tínhamos departamento administrativo pequeno e inadequado", aponta Raw.</P>
<P>Ele também afirma esperar "que a curadoria não apenas procure quem desviou uma pequena parte dos recursos e os prenda, mas quem esta atrás do grande desvio, que foi feito por via bancária e portanto disponível para busca".</P>
<P>Com 82 anos, Raw é um dos pesquisadores mais respeitados do país. Formado em 1950 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), atuou desde 1957 como professor da instituição.</P>
<P>Ao se aposentar, foi trabalhar no Instituto Butantan onde exerceu o cargo de presidente por vários anos. Em 1985, criou o Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento e implantação de diversas tecnologias que respondem por cerca de 90% dos imunobiológicos produzidos no país e utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</P>
<P><FONT size=1>(Com informações dos jornais "Folha de SP" e "O Estado de SP")</FONT></P>
<P>O Ministério Público de SP abriu investigação para apurar irregularidades na gestão da Fundação Butantan, entidade de direito privado de apoio ao Instituto Butantan.</P>
<P>Estima-se que foram desviados mais de R$ 30 milhões da fundação nos últimos cinco anos. O orçamento anual do órgão é de cerca de R$ 300 milhões, segundo a Promotoria.</P>
<P>Por conta dessa suspeita, o conselho curador do órgão afastou preventivamente o presidente da fundação, Isaias Raw, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, por "gestão temerária". De acordo com nota divulgada pelo Instituto Butantan, o professor emérito da USP e ex-presidente do CNPq Erney Camargo assume como presidente interino da instituição.</P>
<P>Hisako Gondo Higashi, ex-superintendente da fundação, também foi afastada. A superintendência será temporariamente ocupada pelo pesquisador da USP, Hernan Chaimovich.</P>
<P>Segundo o promotor Airton Grazzioli, da Curadoria de Fundações do Ministério Público, não há evidência de que Raw soubesse do esquema ou de que tenha recebido dinheiro. Porém, como alguns cheques usados para o desvio tinham assinatura do médico, haverá responsabilização dolosa (intencional) ou culposa.</P>
<P>Segundo o jornal "Folha de SP", o Ministério Público recomendou o afastamento de Raw porque ele insistia em manter uma administração "caseira", mesmo após a descoberta dos desfalques. Aos promotores, segundo a apuração, o médico alegava ser um cientista, preocupado com a produção, e não com a burocracia.</P>
<P>O esquema criminoso foi organizado por funcionários do segundo escalão, segundo o promotor. Sete foram demitidos. Ninguém está preso. Ainda de acordo com Grazzioli, a investigação teve início no ano passado após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificar movimentações suspeitas.</P>
<P>Esquema</P>
<P>O Ministério da Saúde paga à fundação pela compra de soro e vacina - cerca de 90% das vacinas produzidas no país e utilizadas no Sistema Único de Saúde são fabricadas pelo Butantan.</P>
<P>Para receber o dinheiro de um contrato, a fundação abre contas no Banco do Brasil. Em tese, essas contas deveriam ser fechadas após o término de cada contrato. Uma dessas contas, que já não aparecia no balanço e nos demonstrativos contábeis da fundação, teria sido usada para receber pagamentos do ministério e desviar recursos para empresas que participariam do esquema.</P>
<P>O principal suspeito de coordenar o esquema, segundo o Ministério Público, seria o ex-gerente financeiro Adalberto da Silva Bezerra, demitido por justa causa em dezembro do ano passado, três meses depois do início das investigações.</P>
<P>De acordo com a investigação, o esquema teria a participação de funcionários do segundo e terceiro escalões. A apuração começou depois de um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou no ano passado movimentações suspeitas de pagamento por serviços prestados a uma microempresa chamada Sunstec, no valor de R$ 2,6 milhões. A empresa teria repassado parte do valor a funcionários da fundação.</P>
<P>Em nota, cientista afirma ter sido "ingênuo"</P>
<P>"Fomos ingênuos, acreditando em funcionários que estavam conosco há mais de 15 anos", afirmou o pesquisador Isaias Raw em nota divulgada na sexta-feira de noite. Ele aponta que deixou temporariamente a direção da Fundação Butantan para garantir total liberdade e transparência à investigação.</P>
<P>Raw argumenta que sua prioridade à frente da instituição foi a saúde pública. As demais atividades seriam funções secundárias a serviço do objetivo principal. "Tínhamos departamento administrativo pequeno e inadequado", aponta Raw.</P>
<P>Ele também afirma esperar "que a curadoria não apenas procure quem desviou uma pequena parte dos recursos e os prenda, mas quem esta atrás do grande desvio, que foi feito por via bancária e portanto disponível para busca".</P>
<P>Com 82 anos, Raw é um dos pesquisadores mais respeitados do país. Formado em 1950 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), atuou desde 1957 como professor da instituição.</P>
<P>Ao se aposentar, foi trabalhar no Instituto Butantan onde exerceu o cargo de presidente por vários anos. Em 1985, criou o Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, responsável pelo desenvolvimento e implantação de diversas tecnologias que respondem por cerca de 90% dos imunobiológicos produzidos no país e utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</P>
<P><FONT size=1>(Com informações dos jornais "Folha de SP" e "O Estado de SP")</FONT></P>