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Brasil faz estudo inédito sobre o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus

24/08/2009 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65538
Estudo, financiado pelos ministérios da C&amp;T e da Saúde, acompanhará 15 mil servidores de seis instituições públicas de ensino e pesquisa<BR>
<P>Para conhecer melhor os fatores que influenciam os diversos aspectos associados ao desenvolvimento da hipertensão arterial e da diabetes mellitus, um estudo acompanhará 15 mil servidores, entre 35 e 74 anos de idade, ativos e aposentados.</P>
<P>Serão acompanhados trabalhadores de seis instituições de ensino e pesquisa de vários estados do país: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro; Universidade Federal da Bahia, Salvador; Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória; Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre e Universidade de São Paulo, São Paulo.</P>
<P>O Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa), investigação multicêntrica a respeito das doenças cardiovasculares e do diabetes mellitus, é uma iniciativa inédita e conta com financiamento do CNPq, da Finep e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratágicos (Sectie).</P>
<P>Segundo a coordenadora do Estudo na Fiocruz, Dora Chor, o Sistema Único de Saúde (SUS) baseia seus protocolos e diretrizes para ações preventivas em dados gerados por países desenvolvidos. "Considerando-se a carga significativa dessas doenças no SUS e o custo a elas associado, fornecer dados brasileiros para programas preventivos é uma das metas centrais do Elsa".</P>
<P>Os aspectos estudados incluem fatores sociais, biológicos, comportamentais, ambientais, ocupacionais e psicológicos. "Investigar o impacto de desigualdades socioeconômicas e de diversidades regionais na ocorrência dessas doenças, em um país de dimensões continentais e marcada heterogeneidade étnico-racial e socioeconômica, pode nortear as prioridades no planejamento de políticas públicas", afirma a pesquisadora.</P>
<P>Como se trata de um acompanhamento de longo prazo, não existe previsão para o término da pesquisa. "Existem investigações desse tipo em outros países que tiveram início na década de 1940 e que estão, no momento, investigando questões de interesse científico entre os netos do primeiro grupo de voluntários. Esse tipo de estudo é de grande importância na epidemiologia", explica Dora.</P>
<P>Os voluntários serão avaliados a cada três anos. Após a primeira etapa de coleta de dados, será possível conhecer novas ocorrências, a incidência das condições ou doenças, o ganho de peso, incapacidades permanentes e óbitos. A previsão é de que os primeiros resultados sejam divulgados em 2011.</P>
<P><FONT size=1>(Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)</FONT></P>
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