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Ciência para o bem de todos: povo foi o maior beneficiado pela continuação das pesquisas

05/06/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56467
<P>Para presidente e vice-presidente da SBPC, liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias representa vitória para a ciência e para a sociedade<BR><BR>A liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil, aprovada no último dia 29 de maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe alívio e esperança para a comunidade científica. Depois de encerrada a sessão, as atenções se voltaram aos pesquisadores dos principais institutos de pesquisa do país e aos pacientes que acompanhavam o julgamento em Brasília, na expectativa de que o resultado pudesse influenciar diretamente na busca pela cura de várias doenças.<BR><BR>Para a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o povo foi o maior beneficiado desse embate democrático, por mais que as técnicas estudadas não possam garantir tratamentos eficazes para as diversas disfunções existentes. <BR><BR>"A ciência tem que caminhar. Pode ser que venha uma solução, pode ser que se chegue à conclusão de que é inviável. A ciência é feita de pesquisa e não sabemos o resultado que vai dar, senão não teria sentido fazê-la. Estaríamos desperdiçando recursos", afirmou.<BR><BR>Mesmo assim, a pesquisadora comemorou: "Sempre fui a favor da liberação dos experimentos com células embrionárias. Agora sabemos que vamos poder continuá-los. Se vamos ter resultados, é o futuro quem vai dizer. Mas a ciência saiu vitoriosa de poder continuar pesquisando dentro da ética e da constituição brasileira. Isso é o mais importante".<BR><BR>Para o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, o resultado apertado, de seis votos a favor das pesquisas e cinco contra, demonstra que o conservadorismo ainda está presente no Brasil. "A ciência é uma atividade de modernização da sociedade. Quando ela começa a se implementar com grande repercussão no país, no caso de desenvolver conhecimento para embasar novas terapias ou de contribuir efetivamente para a atividade econômica, atividades em parcerias público-privadas, ela passa a se confrontar com a estrutura legal e vigente do país." <BR><BR>Raupp comentou ainda que leis estão surgindo e se adaptando às necessidades emergentes do mundo moderno. O projeto da lei Arouca, que regula a utilização de cobaias em laboratório, aprovado recentemente, se encaixa nesse contexto. "Tanto a lei Arouca como a lei de Biossegurança, aprovada na quinta-feira, são vitórias da sociedade, da modernidade", disse.<BR><BR>Outro ponto abordado por ele foi relacionado à iniciativa privada no campo da pesquisa. "As atividades científicas no Brasil sempre estiveram ligadas a instituições públicas. Não temos tradição de ter pesquisa dentro das empresas. Nos EUA isso acontece com muito mais facilidade porque as instituições são privadas. No Brasil ainda encontramos barreiras quando dependemos de parcerias entre universidades e empresas. Fazer funcionar as parcerias públicas e privadas de forma eficaz é muito importante para transferir tecnologia para as empresas brasileiras", explicou.<BR><BR>Por fim, o presidente da SBPC reconheceu a vitória da semana passada como um estímulo para que o Brasil continue criando condições para que as atividades científicas se exerçam de forma decisiva para o bem-estar da sociedade. "Batalhamos muito por isso e queremos segurança institucional para desenvolver a ciência no país, acreditando que essas atividades científicas vão desempenhar um papel importante para a sociedade brasileira e para as atividades econômicas no país."<BR><BR><FONT size=1>(Assessoria de Imprensa da SBPC)<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56467">http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56467</A></FONT><BR></P>
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