Voltar para Notícias
Como é a trajetória do cotista: da entrada na universidade ao mercado de trabalho
27/10/2026
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Pesquisas acompanham por que alunos que ingressam na graduação por reserva de vagas abandonam os cursos, o que faz outros permanecerem e como eles constroem a trajetória profissional
A Lei de Cotas (12.711/2012), que completou 14 anos em 2026, alterou o perfil dos estudantes nas universidades públicas brasileiras. Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de reserva de vagas, segundo o Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Parte dos efeitos dessa política de inclusão também são observáveis no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2010 e 2022, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais graduadas em nível superior mais do que duplicou entre pretos e pardos — o aumento entre brancos, no mesmo período, foi em torno de 55%.
Nas universidades públicas do Estado de São Paulo, os impactos da política de cotas também são evidentes: na Universidade Estadual Paulista (Unesp), primeira instituição estadual paulista a adotar o sistema, no vestibular 2014, os ingressantes vindos de escola pública são maioria desde 2017. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por sua vez, foi pioneira entre as estaduais paulistas ao ampliar as cotas, reservando vagas para estudantes trans, travestis e não binários no vestibular 2026. Já na Universidade de São Paulo (USP), que aderiu às cotas no vestibular 2018, 28,3% dos ingressantes se declararam pretos, pardos e indígenas (PPI) em 2025.
Leia na íntegra:
Revista Pesquisa Fapesp
A Lei de Cotas (12.711/2012), que completou 14 anos em 2026, alterou o perfil dos estudantes nas universidades públicas brasileiras. Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais de ensino por meio de reserva de vagas, segundo o Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Parte dos efeitos dessa política de inclusão também são observáveis no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2010 e 2022, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais graduadas em nível superior mais do que duplicou entre pretos e pardos — o aumento entre brancos, no mesmo período, foi em torno de 55%.
Nas universidades públicas do Estado de São Paulo, os impactos da política de cotas também são evidentes: na Universidade Estadual Paulista (Unesp), primeira instituição estadual paulista a adotar o sistema, no vestibular 2014, os ingressantes vindos de escola pública são maioria desde 2017. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por sua vez, foi pioneira entre as estaduais paulistas ao ampliar as cotas, reservando vagas para estudantes trans, travestis e não binários no vestibular 2026. Já na Universidade de São Paulo (USP), que aderiu às cotas no vestibular 2018, 28,3% dos ingressantes se declararam pretos, pardos e indígenas (PPI) em 2025.
Leia na íntegra:
Revista Pesquisa Fapesp