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Relatório investiga fatores que levam professores a trabalhar em mais de uma escola
02/10/2026
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Além do salário, forma de contratação de professores e distribuição de aulas podem contribuir para o cenário. No Brasil, 20% dos docentes da educação básica atuam em duas ou mais instituições; incidência chega a 36% no ensino médio
A prevalência de professores que dão aulas em mais de uma escola no Brasil é motivada por uma combinação de fatores que incluem baixas jornadas, quantidade de docentes temporários e problemas nos formatos de atribuição de aulas, aponta relatório de pesquisa da Fundação Carlos Chagas, em parceria com o Lemann Center e a organização D3e, de pesquisa em educação.
No Brasil, na média, 20% dos docentes de educação básica trabalham em ao menos duas escolas. É o pior índice entre 48 sistemas educacionais participantes da Talis, estudo internacional da OCDE –organização que reúne países ricos e alguns parceiros.
Como comparação, a maioria dos países analisados (71%) na Talis de 2020, citada no relatório –feito com base em evidências produzidas por pesquisas quantitativas e qualitativas–, tem no máximo 5% dos seus docentes dos anos finais do ensino fundamental lecionando em múltiplas escolas. No caso brasileiro, a incidência é ainda maior entre os professores do ensino médio (36%) e dos anos finais do ensino fundamental (34%), passando de 50% em algumas redes estaduais do país.
Veja o texto na íntegra: Folha de S. Paulo
O Grupo Folha não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A prevalência de professores que dão aulas em mais de uma escola no Brasil é motivada por uma combinação de fatores que incluem baixas jornadas, quantidade de docentes temporários e problemas nos formatos de atribuição de aulas, aponta relatório de pesquisa da Fundação Carlos Chagas, em parceria com o Lemann Center e a organização D3e, de pesquisa em educação.
No Brasil, na média, 20% dos docentes de educação básica trabalham em ao menos duas escolas. É o pior índice entre 48 sistemas educacionais participantes da Talis, estudo internacional da OCDE –organização que reúne países ricos e alguns parceiros.
Como comparação, a maioria dos países analisados (71%) na Talis de 2020, citada no relatório –feito com base em evidências produzidas por pesquisas quantitativas e qualitativas–, tem no máximo 5% dos seus docentes dos anos finais do ensino fundamental lecionando em múltiplas escolas. No caso brasileiro, a incidência é ainda maior entre os professores do ensino médio (36%) e dos anos finais do ensino fundamental (34%), passando de 50% em algumas redes estaduais do país.
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