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Lideranças querem acesso mais amplo ao ensino superior

21/07/2009 http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13978:liderancas-querem-acesso-mais-amplo-ao-ensino-superior&catid=18:educacao-escolar-indigena&Itemid=86
<P>A criação da carreira de magistério indígena e a ampliação do acesso dos índios à educação superior estão entre as propostas apresentadas no 1º Congresso Brasileiro de Acadêmicos, Pesquisadores e Profissionais Indígenas, encerrado na sexta-feira, dia 17, na Universidade de Brasília. Os participantes do encontro também sugeriram a criação de universidades em áreas indígenas, a adoção de cotas em concursos públicos e a concessão de bolsas de estudos para pesquisadores da área.</P>
<P>Ainda no que se refere à educação superior, foi sugerida a criação de um sistema de bolsas para povos indígenas, como o do Programa Universidade para Todos (ProUni), e a inclusão da disciplina direito indigenista nos cursos de direito.<BR><BR>Houve propostas também na área do ensino médio, como a implementação de cursos técnicos profissionalizantes de acordo com a demanda de serviços das aldeias e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) específico para indígenas. </P>
<P>O encontro reuniu cerca de 600 participantes, entre lideranças de organizações, comunidades indígenas, estudantes, pesquisadores, técnicos e profissionais de 70 povos. O objetivo do congresso foi o de coletar subsídios para uma política de Estado de educação superior para os povos indígenas, proporcionar espaço amplo para a troca de experiências de estudantes nas universidades e valorizar os conhecimentos tradicionais no meio acadêmico.<BR><BR>Para o coordenador de educação escolar indígena do Ministério da Educação, Gersem Baniwa, o encontro mostrou ser possível formar uma grande aliança na luta pelos direitos indígenas no Brasil. De acordo com o diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Marcos Terena, o congresso gerou grande expectativa no meio acadêmico. “A idéia é que possamos adquirir base para, futuramente, termos a universidade indígena”, diz. Terena destaca que o índio já é doutor em suas tradições, mas o diploma acadêmico só terá valor se esses costumes originais forem respeitados.<BR><BR><FONT size=1>Juliana Meneses</FONT></P>
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