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Por que a rede estadual de ensino do Rio vai mal?

18/08/2026 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
O jornal O Globo percorreu escolas e ouviu alunos sobre os desafios enfrentados dentro e fora da sala de aula

Aos 18 anos, o estudante André Monteiro divide seu tempo entre a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as aulas no Colégio Estadual Max Fleiuss, na Pavuna, e os treinos de boxe, seu esporte favorito. O rapaz sonha cursar Educação Física em uma boa faculdade, mas teme não estar em condições de igualdade para disputar uma vaga, diante da fragilidade do ensino que recebe. Para compensar as deficiências, reforça os estudos em casa. Dilema semelhante enfrenta Ícaro Lucas de Oliveira, de 19, que cursa o último período da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Castelnuovo, em Copacabana, na Zona Sul. Sua queixa é a falta de professores. No ano passado, ele conta, não teve sequer uma aula de Química.

— Vai fazer diferença quando chegar a hora do Enem. A gente fica em desvantagem. É um desfalque. É essencial ter todas as matérias — cobra Lucas, que trabalha como entregador e também pretende cursar Educação Física.

Os colégios onde os dois estudam estão entre os que amargam as piores classificações no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A avaliação da rede estadual como um todo também não é das melhores.

Veja o texto na íntegra: O Globo

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