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Cursos multidisciplinares puxam recorde de ingressantes na pós-graduação
09/02/2026
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Programas stricto sensu de mestrado e doutorado ganham 120,6 mil alunos em 2024. Engenharias, ciências agrárias, ciências exatas e da Terra têm queda nas inscrições. Para a presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia, o avanço no número de ingressantes é um sinal relevante de retomada
O número de ingressantes em programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil chegou a 120,6 mil em 2024, o maior da última década. O total representa um crescimento de 12,45% em relação a 2023 e marca a retomada do sistema após uma trajetória de avanços e recuos.
A série histórica dos últimos dez anos ajuda a explicar esse resultado. De 2015 a 2 019, o número de ingressantes cresceu de forma gradual, passando de pouco mais de 103 mil para cerca de 118 mil. Em 2020, houve queda superior a 10%, seguida por nova retração em 2022. Em 2023, o ingresso voltou a crescer, de forma tímida, antes de alcançar, em 2024, o maior número de ingressantes da última década.
Os dados foram levantados pela Folha na Plataforma Sucupira, da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que reúne informações oficiais sobre a pós-graduação stricto sensu no país. Foram considerados os ingressantes em cursos de mestrado e doutorado, acadêmicos e profissionais.
Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Procópio Garcia, o avanço no número de ingressantes é um sinal relevante de retomada. “A SBPC vê o aumento dos ingressantes na pós-graduação como um sinal importante de retomada da formação científica no país, após um período de instabilidade. Esse movimento indica que ainda existe demanda, vocação e confiança na ciência como caminho de futuro”, afirmou.
O crescimento é liderado pela grande área multidisciplinar, que registrou aumento de 82% no número de ingressantes entre 2015 e 2024, passando de 13,4 mil para 24,5 mil novos alunos. Trata-se da maior variação percentual entre as grandes áreas no período.
Veja o texto na íntegra: Folha de S. Paulo
O Grupo Folha não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
O número de ingressantes em programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil chegou a 120,6 mil em 2024, o maior da última década. O total representa um crescimento de 12,45% em relação a 2023 e marca a retomada do sistema após uma trajetória de avanços e recuos.
A série histórica dos últimos dez anos ajuda a explicar esse resultado. De 2015 a 2 019, o número de ingressantes cresceu de forma gradual, passando de pouco mais de 103 mil para cerca de 118 mil. Em 2020, houve queda superior a 10%, seguida por nova retração em 2022. Em 2023, o ingresso voltou a crescer, de forma tímida, antes de alcançar, em 2024, o maior número de ingressantes da última década.
Os dados foram levantados pela Folha na Plataforma Sucupira, da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que reúne informações oficiais sobre a pós-graduação stricto sensu no país. Foram considerados os ingressantes em cursos de mestrado e doutorado, acadêmicos e profissionais.
Para a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Procópio Garcia, o avanço no número de ingressantes é um sinal relevante de retomada. “A SBPC vê o aumento dos ingressantes na pós-graduação como um sinal importante de retomada da formação científica no país, após um período de instabilidade. Esse movimento indica que ainda existe demanda, vocação e confiança na ciência como caminho de futuro”, afirmou.
O crescimento é liderado pela grande área multidisciplinar, que registrou aumento de 82% no número de ingressantes entre 2015 e 2024, passando de 13,4 mil para 24,5 mil novos alunos. Trata-se da maior variação percentual entre as grandes áreas no período.
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