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Pós-graduação não pode ser fast food: relatora de novas regras diz que mercado precisa ser regulamentado
04/12/2025
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Flexibilização das regras em 2018 inundou o mercado de formações sem lastro acadêmico sólido, de acordo com especialistas; norma emitida pelo CNE tenta corrigir problema
A conselheira Mônica Sapucaia, relatora das novas regras que restringem a oferta da pós-graduação lato sensu aprovadas no Conselho Nacional de Educação (CNE), defende que o setor precisa de regulamentação por conta de uma inundação de cursos de baixa qualidade oferecidos por instituições que não são educacionais. A resolução do colegiado está sob análise do Ministério da Educação (MEC), que precisa homologar o texto para as normas entrarem em vigor.
— O objetivo da resolução é que a pós-graduação não seja fast food. Ela é um processo de formação, mesmo que não seja de titulação, e quem forma são as instituições de ensino. Uma empresa que não é instituição de ensino não vai poder mais ser uma vendedora de cursos de pós-graduação sem nenhum vínculo efetivo com a qualidade, com a metodologia aplicada e com aquilo que a educação brasileira e o mercado de trabalho precisam — diz a conselheira.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A conselheira Mônica Sapucaia, relatora das novas regras que restringem a oferta da pós-graduação lato sensu aprovadas no Conselho Nacional de Educação (CNE), defende que o setor precisa de regulamentação por conta de uma inundação de cursos de baixa qualidade oferecidos por instituições que não são educacionais. A resolução do colegiado está sob análise do Ministério da Educação (MEC), que precisa homologar o texto para as normas entrarem em vigor.
— O objetivo da resolução é que a pós-graduação não seja fast food. Ela é um processo de formação, mesmo que não seja de titulação, e quem forma são as instituições de ensino. Uma empresa que não é instituição de ensino não vai poder mais ser uma vendedora de cursos de pós-graduação sem nenhum vínculo efetivo com a qualidade, com a metodologia aplicada e com aquilo que a educação brasileira e o mercado de trabalho precisam — diz a conselheira.
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