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O mapa do terror escolar
10/09/2025
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Levantamento inédito mostra que, desde 2002, ataques a escolas no Brasil mataram 53 pessoas. E a frequência com que isso acontece aumentou drasticamente em anos recentes
Assim que entrou na sala de aula, em abril de 2023, a professora de história Ana Célia da Rosa viu nódoas escuras no piso. Sabia que eram manchas de sangue. Talvez de seu próprio sangue: duas semanas antes, em 27 de março, Rosa havia tombado naquela sala da Escola Estadual Thomazina Montoro, na Vila Sônia, bairro de São Paulo, atingida por dezessete facadas desferidas por um aluno de 13 anos. Uma colega de 71 anos, Elisabete Tenreiro – Bete, como era chamada por alunos e professores –, também foi esfaqueada e não resistiu aos ferimentos.
“Me mandaram para a mesma sala onde tudo tinha acontecido, onde a professora Bete tinha morrido e onde eu tinha sido atacada”, desabafa Rosa, hoje com 60 anos. Ela conta que os alunos, percebendo sua angústia, demonstraram uma sensibilidade que a direção da escola não teve. “Eles me abraçaram, falaram que estava tudo bem, que estavam ali para me ajudar”, lembra a professora. Ela prosseguiu com a aula da forma como pôde. Apenas pediu que os alunos não usassem boné ou capuz, pois isso a fazia lembrar do menino que a atacou.
Encerrada a primeira aula, Rosa foi ao banheiro lavar o rosto. Na saída, a vice-diretora veio lhe trazer um saco escuro. “Eu não sei o que você vai fazer com isso, mas é seu”, disse. Rosa voltou ao banheiro para ver o que havia lá dentro: eram os sapatos que estava usando no dia do ataque. O par estava sujo de sangue, e um dos pés tinha um furo, aberto pela faca do jovem agressor.
Veja o texto na íntegra: Piauí
Assim que entrou na sala de aula, em abril de 2023, a professora de história Ana Célia da Rosa viu nódoas escuras no piso. Sabia que eram manchas de sangue. Talvez de seu próprio sangue: duas semanas antes, em 27 de março, Rosa havia tombado naquela sala da Escola Estadual Thomazina Montoro, na Vila Sônia, bairro de São Paulo, atingida por dezessete facadas desferidas por um aluno de 13 anos. Uma colega de 71 anos, Elisabete Tenreiro – Bete, como era chamada por alunos e professores –, também foi esfaqueada e não resistiu aos ferimentos.
“Me mandaram para a mesma sala onde tudo tinha acontecido, onde a professora Bete tinha morrido e onde eu tinha sido atacada”, desabafa Rosa, hoje com 60 anos. Ela conta que os alunos, percebendo sua angústia, demonstraram uma sensibilidade que a direção da escola não teve. “Eles me abraçaram, falaram que estava tudo bem, que estavam ali para me ajudar”, lembra a professora. Ela prosseguiu com a aula da forma como pôde. Apenas pediu que os alunos não usassem boné ou capuz, pois isso a fazia lembrar do menino que a atacou.
Encerrada a primeira aula, Rosa foi ao banheiro lavar o rosto. Na saída, a vice-diretora veio lhe trazer um saco escuro. “Eu não sei o que você vai fazer com isso, mas é seu”, disse. Rosa voltou ao banheiro para ver o que havia lá dentro: eram os sapatos que estava usando no dia do ataque. O par estava sujo de sangue, e um dos pés tinha um furo, aberto pela faca do jovem agressor.
Veja o texto na íntegra: Piauí