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As lacunas da tese de que o Brasil já investe o suficiente em Educação
05/09/2025
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
É um enorme reducionismo supor que é possível resolver os problemas educacionais brasileiros apenas aprimorando a gestão, pagando bônus e aplicando provas
O Plano Nacional de Educação (PNE) em vigor no Brasil está em seu último ano de vigência, já que foi prorrogado, passando a valer de 2014 a 2025, um ano além do especificado inicialmente. Um novo PNE para o próximo decênio está em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial constituída para analisar o Projeto de Lei 2614/2024 encaminhada pelo governo federal que “aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2024-2034”. Um ponto crucial em discussão está relacionado a como financiar as metas a serem alcançadas.
No âmbito da Comissão, repete-se a tese de que o país já investe o suficiente para que os estudantes brasileiros apresentem melhores desempenhos em avaliações internacionais, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), aplicado pela OCDE a jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Essa visão, reforçada em falas de autoridades e pesquisadores, costuma atribuir os baixos resultados à má gestão educacional, defendendo como soluções políticas de bônus a professores e diretores, provas periódicas de larga escala e até punições a escolas que não atinjam metas.
Veja o texto na íntegra: CartaCapital
O Plano Nacional de Educação (PNE) em vigor no Brasil está em seu último ano de vigência, já que foi prorrogado, passando a valer de 2014 a 2025, um ano além do especificado inicialmente. Um novo PNE para o próximo decênio está em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial constituída para analisar o Projeto de Lei 2614/2024 encaminhada pelo governo federal que “aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2024-2034”. Um ponto crucial em discussão está relacionado a como financiar as metas a serem alcançadas.
No âmbito da Comissão, repete-se a tese de que o país já investe o suficiente para que os estudantes brasileiros apresentem melhores desempenhos em avaliações internacionais, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), aplicado pela OCDE a jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Essa visão, reforçada em falas de autoridades e pesquisadores, costuma atribuir os baixos resultados à má gestão educacional, defendendo como soluções políticas de bônus a professores e diretores, provas periódicas de larga escala e até punições a escolas que não atinjam metas.
Veja o texto na íntegra: CartaCapital