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Pré-sal: Coppe defende valorização de pesquisadores brasileiros
18/06/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=64119
Coordenador do instituto pede valorização de pesquisa na política do pré-sal e contratos de trabalho mais longos para pesquisadores no Brasil <BR><BR>O coordenador do Laboratório de Tecnologia Submarina do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Segen Farid Estefen, defendeu, nesta terça-feira, a valorização do pesquisador na política de exploração da camada do pré-sal.<BR><BR>Para ele, é preciso dar garantia de continuidade de emprego na área de pesquisa, com contratos de 5 ou 10 anos, no lugar dos contratos atuais, de estágio de 2 anos. "Temos de criar uma carreira de pesquisa, com estabilidade, porque o País só vai avançar se puder manter esse pessoal", disse.<BR><BR>Estefen participou do seminário da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados sobre a inovação tecnológica para exploração do pré-sal.<BR><BR>O presidente da comissão, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), também defendeu a capacitação tecnológica. Para ele, será fundamental debater a utilização dos recursos do fundo setorial do petróleo, vindos dos royalties da exploração do produto, e direcioná-los para a formação de pessoal. "Durante vários anos, a formação de engenheiros, principal profissional demandado pelo pré-sal, ficou estagnada em nosso País, e serão necessários profissionais com perfil específico", avaliou.<BR><BR>Instalações<BR><BR>A Coppe, que participa de diversas redes da Petrobras, destacou a inauguração recente do Laboratório de Corrosão, Soldagem e Ensaios Não Destrutivos, que deve testar materiais para utilização no pré-sal, e o Laboratório de Visualização Científica da Rede Galileu, que abrigará o maior computador da América Latina, um dos 40 maiores computadores do mundo.<BR><BR>"Essas instalações, embora sejam demandadas pela pesquisa no pré-sal, vão servir a muitas outras pesquisas. O computador de simulação, pode servir às perfurações, mas também fará modelos sobre mudanças climáticas", exemplificou.<BR><BR>Segundo Estefen, a capacitação em simulação computacional e núcleos tecnológicos de construção naval e de plataformas são os maiores desafios atuais.<BR><BR>Redes de tecnologia<BR><BR>A gerente-executiva de Engenharia de Produção da Diretoria de Exploração e Produção da Petrobras, Solange da Silva Guedes, que também participou do seminário, disse que a estatal tem criado redes de tecnologia com universidades brasileiras na expectativa de que a exploração do petróleo na camada pré-sal alavanque o desenvolvimento de pesquisas em outras áreas.<BR><BR>Segundo Solange, são mais de 75 instituições em 45 redes espalhadas pelo País. "Também estamos trazendo tecnologia de fora, porque, se assinamos um acordo com o Instituto Francês de Petróleo, colocamos uma rede dentro [do acordo], de forma a haver troca de conhecimentos", acrescentou.<BR><BR>A deputada Iriny Lopes (PT-ES), que propôs o seminário, explicou que os parlamentares querem saber quais os desafios a superar. "Ano passado, quando o presidente Lula esteve no Espírito Santo, estivemos presentes à primeira extração de petróleo, mas sabemos que ainda há muita pesquisa até podermos explorar realmente o pré-sal", disse.<BR><BR>Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, José Lima de Andrade Neto, os desafios que o pré-sal apresenta são enfrentáveis. "Quando a Petrobras descobriu petróleo em águas profundas nos anos 80, foi a mesma coisa, e enfrentamos o desafio. Não são obstáculos, a Petrobras, as demais empresas e os institutos de pesquisa têm condições de responder rapidamente à demanda", concluiu.<BR><FONT size=1>(Agência Câmara)<BR></FONT>