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A cada dez professores, um viu atentados à vida nas escolas e quatro presenciaram agressões
08/07/2025
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Dados são do questionário aplicado durante a aplicação da prova do Saeb
A professora Elis (nome fictício) não voltará para a sala de aula. Em abril, ela foi cercada por três alunos do 7º ano e esfaqueada dentro de uma escola municipal de Caxias do Sul (RS). Agora, não consegue sequer receber visitas, muito menos exercer a profissão. O trauma de Elis reflete um problema que se espalha perigosamente pelo país. No Brasil, um a cada dez professores presenciou atentados à vida no colégio em que trabalha, e quatro em dez relataram agressões.
— Ela se encontra bem fisicamente, mas está em casa e provavelmente ficará por muito tempo. Não deve mais voltar a lecionar por falta de condições psicológicas — conta Jeferson Carvalho, diretor da escola. — Os alunos organizaram tudo pelo WhatsApp e decidiram atacar a primeira professora que entrasse em sala.
Dados recolhidos pelo questionário destinado a professores de português e matemática na aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Ministério da Educação, ainda mostram que 43% relataram episódios de depredações na escola; 37% viveram roubos ou furtos; e 15% apontaram tráfico de drogas. No país, 3% dizem que seus colégios foram impactados por tiroteios ou balas perdidas. No Rio, esse índice é cinco vezes maior, de 16%. As informações foram coletadas em 2023, mas divulgadas apenas com os microdados da avaliação, este ano.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A professora Elis (nome fictício) não voltará para a sala de aula. Em abril, ela foi cercada por três alunos do 7º ano e esfaqueada dentro de uma escola municipal de Caxias do Sul (RS). Agora, não consegue sequer receber visitas, muito menos exercer a profissão. O trauma de Elis reflete um problema que se espalha perigosamente pelo país. No Brasil, um a cada dez professores presenciou atentados à vida no colégio em que trabalha, e quatro em dez relataram agressões.
— Ela se encontra bem fisicamente, mas está em casa e provavelmente ficará por muito tempo. Não deve mais voltar a lecionar por falta de condições psicológicas — conta Jeferson Carvalho, diretor da escola. — Os alunos organizaram tudo pelo WhatsApp e decidiram atacar a primeira professora que entrasse em sala.
Dados recolhidos pelo questionário destinado a professores de português e matemática na aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Ministério da Educação, ainda mostram que 43% relataram episódios de depredações na escola; 37% viveram roubos ou furtos; e 15% apontaram tráfico de drogas. No país, 3% dizem que seus colégios foram impactados por tiroteios ou balas perdidas. No Rio, esse índice é cinco vezes maior, de 16%. As informações foram coletadas em 2023, mas divulgadas apenas com os microdados da avaliação, este ano.
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