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Na contramão do País, Rio perde vagas no ensino médio em tempo integral da rede pública
13/05/2025
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Em 2024, taxa caiu para 14,9% dos estudantes da rede pública diante da média nacional de 24%. É o pior índice da região sudeste
Pesquisas atestam que o ensino em tempo integral — quando o aluno passa ao menos sete horas por dia na escola — é uma eficiente estratégia para aumento de aprendizagem, adotada como padrão em países desenvolvidos e em instituições privadas de elite. Mas, no Rio, na contramão do restante do Brasil, a rede estadual perdeu vagas do ensino médio nesse modelo em 2024 com relação a 2022: foram 3,7 mil a menos, segundo dados do último Censo Escolar. Com isso, apenas 14,9% das matrículas (ou 55.861) do ensino médio público fluminense eram de tempo integral no ano passado, abaixo da média nacional (24,2%), a pior taxa entre os estados do Sudeste e uma das dez menores do país.
A redução ocorreu a despeito de o governo federal ter criado, nesse período, uma linha de financiamento específica para ajudar estados e municípios a ampliarem o quanto os alunos de unidades de ensino públicas ficam na escola. A medida contribuiu para a abertura de 1,4 milhão de vagas de tempo integral, de acordo com o censo divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Só no ensino médio, o país ganhou 178 mil matrículas nesse formato desde 2022.
Para efeito de comparação, Pernambuco, referência no tema, tem 69,6% dos alunos do ensino médio público estudando em tempo integral. Entre 2022 e 2024, o Ceará estendeu o tempo diário de estudos de 43 mil novos alunos. Na Bahia, foram 41 mil e, no Piauí, um dos mais empenhados em chegar a 100% da rede nesse formato, 38 mil.
Veja o texto na íntegra: O Globo
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Pesquisas atestam que o ensino em tempo integral — quando o aluno passa ao menos sete horas por dia na escola — é uma eficiente estratégia para aumento de aprendizagem, adotada como padrão em países desenvolvidos e em instituições privadas de elite. Mas, no Rio, na contramão do restante do Brasil, a rede estadual perdeu vagas do ensino médio nesse modelo em 2024 com relação a 2022: foram 3,7 mil a menos, segundo dados do último Censo Escolar. Com isso, apenas 14,9% das matrículas (ou 55.861) do ensino médio público fluminense eram de tempo integral no ano passado, abaixo da média nacional (24,2%), a pior taxa entre os estados do Sudeste e uma das dez menores do país.
A redução ocorreu a despeito de o governo federal ter criado, nesse período, uma linha de financiamento específica para ajudar estados e municípios a ampliarem o quanto os alunos de unidades de ensino públicas ficam na escola. A medida contribuiu para a abertura de 1,4 milhão de vagas de tempo integral, de acordo com o censo divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Só no ensino médio, o país ganhou 178 mil matrículas nesse formato desde 2022.
Para efeito de comparação, Pernambuco, referência no tema, tem 69,6% dos alunos do ensino médio público estudando em tempo integral. Entre 2022 e 2024, o Ceará estendeu o tempo diário de estudos de 43 mil novos alunos. Na Bahia, foram 41 mil e, no Piauí, um dos mais empenhados em chegar a 100% da rede nesse formato, 38 mil.
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