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Por que tantos alunos abandonam cursos de formação de professores?
29/04/2025
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Mais de 1 milhão de estudantes estão em cursos de licenciatura a distância, mas até 66% deles abandonam a formação antes da conclusão
O Brasil enfrenta um paradoxo na formação de professores: a oferta cresce, mas também aumentam a evasão e os baixos índices de empregabilidade, especialmente nos cursos de licenciatura a distância. Segundo o Censo da Educação Superior, 67% das 1,7 milhão de matrículas estão na modalidade EAD, cuja evasão chega a 66% em algumas instituições.
Apesar do número expressivo de estudantes, a formação de qualidade segue restrita. A maioria dos concluintes de cursos a distância não consegue se inserir nas redes públicas de ensino, onde a concorrência é alta e exige preparo consistente. A principal crítica de especialistas é a baixa qualidade de muitos cursos ofertados nesse modelo, que não garantem inserção no mercado e tampouco preparam adequadamente os estudantes para a docência.
O professor Marcos Neira, professor titular do Departamento de Metodologia de Ensino e Educação Comparada da Universidade de São Paulo (USP), alerta que a pluralidade de ofertas, sem regulação e articulação prática, enfraquece o preparo dos docentes: “A sala de aula exige vivência, domínio de conteúdo e prática supervisionada”, explica.
Veja o texto na íntegra: Estadão
O Estado de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
O Brasil enfrenta um paradoxo na formação de professores: a oferta cresce, mas também aumentam a evasão e os baixos índices de empregabilidade, especialmente nos cursos de licenciatura a distância. Segundo o Censo da Educação Superior, 67% das 1,7 milhão de matrículas estão na modalidade EAD, cuja evasão chega a 66% em algumas instituições.
Apesar do número expressivo de estudantes, a formação de qualidade segue restrita. A maioria dos concluintes de cursos a distância não consegue se inserir nas redes públicas de ensino, onde a concorrência é alta e exige preparo consistente. A principal crítica de especialistas é a baixa qualidade de muitos cursos ofertados nesse modelo, que não garantem inserção no mercado e tampouco preparam adequadamente os estudantes para a docência.
O professor Marcos Neira, professor titular do Departamento de Metodologia de Ensino e Educação Comparada da Universidade de São Paulo (USP), alerta que a pluralidade de ofertas, sem regulação e articulação prática, enfraquece o preparo dos docentes: “A sala de aula exige vivência, domínio de conteúdo e prática supervisionada”, explica.
Veja o texto na íntegra: Estadão
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