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Escolas que podem virar cívico-militar em SP já têm aprendizagem acima da média e não atendem alunos mais vulneráveis
13/03/2025
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Governo paulista alega que foram as próprias unidades que optaram por aderir ao modelo
A maior parte das 300 escolas públicas de São Paulo que poderão adotar o modelo cívico-militar não atende aos alunos mais vulneráveis da rede e já tem taxa de aprendizagem maior do que a média. Esse perfil contraria o que prevê a lei e, na avaliação de especialistas, facilita colher resultados positivos com a mudança, que será feita em cem colégios já a partir de 28 de julho. Mas o governo paulista alega que foram as próprias unidades educacionais que, por suas diretorias, pediram para aderir ao modelo, que já foi implementado em outros estados, como o Rio.
No site do programa, a secretaria afirma que ele é direcionado para escolas com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e com alunos em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a lei que criou o modelo, proposta pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), define que na seleção das unidades escolares deverão ser considerados critérios como a taxa de aprovação, de abandono escolar e de aprendizagem.
No entanto, só 10% das 300 escolas públicas paulistas cujas direções se inscreveram para aderir ao programa apresentam o Indicador de Nível Socioeconômico (Inse) menor do que a média da rede — e 20% estão acima dessa média. O índice mede as condições de vida dos alunos, combinando a escolaridade dos pais e a posse de bens e serviços das suas famílias.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
A maior parte das 300 escolas públicas de São Paulo que poderão adotar o modelo cívico-militar não atende aos alunos mais vulneráveis da rede e já tem taxa de aprendizagem maior do que a média. Esse perfil contraria o que prevê a lei e, na avaliação de especialistas, facilita colher resultados positivos com a mudança, que será feita em cem colégios já a partir de 28 de julho. Mas o governo paulista alega que foram as próprias unidades educacionais que, por suas diretorias, pediram para aderir ao modelo, que já foi implementado em outros estados, como o Rio.
No site do programa, a secretaria afirma que ele é direcionado para escolas com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e com alunos em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a lei que criou o modelo, proposta pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), define que na seleção das unidades escolares deverão ser considerados critérios como a taxa de aprovação, de abandono escolar e de aprendizagem.
No entanto, só 10% das 300 escolas públicas paulistas cujas direções se inscreveram para aderir ao programa apresentam o Indicador de Nível Socioeconômico (Inse) menor do que a média da rede — e 20% estão acima dessa média. O índice mede as condições de vida dos alunos, combinando a escolaridade dos pais e a posse de bens e serviços das suas famílias.
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