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R$ 0 de ‘aumento’ e janeiro sem salário: como ter mais professores temporários do que concursados prejudica docentes e alunos?

01/11/2024 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
No Brasil, 15 redes estaduais priorizam contratação ‘por temporada’, sem garantir estabilidade ou plano de carreira aos professores. Resultado: eles dão aula em mais de uma escola, ganham salários inferiores e trocam de emprego com frequência

“Eu amo ser educadora. Mas meu contrato atual está acabando, aí já comecei a comprar produtos para trabalhar no salão de beleza”, diz Nelci Pereira, de 50 anos, professora temporária da rede estadual do Mato Grosso.

Ela não é concursada: há 14 anos, trabalha apenas “por temporadas”, sob condições precarizadas, em escolas públicas em Vargem Grande, cidade a sete quilômetros de Cuiabá. Não importa que tenha mais de uma década de experiência na docência — não recebe aumentos ou bônus (como quinquênios) por isso. Em janeiro, nas férias escolares, não “cai” sequer R$ 1 na conta bancária dela.

E esse não é um caso excepcional: desde 2022, no Brasil, o índice de professores temporários nos colégios estaduais é maior do que o de efetivos (veja a evolução ano a ano no gráfico mais abaixo). De acordo com o Censo de Educação Básica 2023, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 15 estados demonstram esse desequilíbrio.

Leia na íntegra: G1
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