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A política de segurança alimentar no ensino superior

19/03/2024 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Pesquisas apontam que fome é mais frequente entre cotistas. Governo Lula aposta em projeto que transforma assistência estudantil em política de Estado com abastecimento de RUs pela agricultura familiar

No retorno às aulas presenciais após as restrições causadas pela pandemia, pesquisadoras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram medir como estariam os índices de segurança alimentar dos estudantes. No início de 2022, quase mil calouros responderam como se alimentavam por questionários online. O objetivo era comparar essa coleta inicial com novas nos semestres seguintes para medir os impactos do restaurante universitário na dieta desses alunos. “Achamos que os estudantes poderiam estar comendo pior por não frequentarem a universidade”, diz a nutricionista Daniela Canella, professora do Instituto de Nutrição da Uerj, que explica a hipótese que norteou o estudo. “E, em alguma medida, a quantidade de alimento não só dos estudantes, mas da família, poderia estar sendo prejudicada porque aí é mais uma pessoa para comer em casa.”

Os resultados dessa coleta inicial foram assustadores. Mais de um terço (36%) dos calouros viviam em situação de insegurança alimentar, conforme dados preliminares do estudo, antecipados com exclusividade ao Joio. Desse total, um aluno a cada sete (14,8%) tinha fome – ou seja, faltava comida em casa – e por volta de um quinto (21,2%) enfrentava “insegurança alimentar sem fome”, que é quando se abre mão da qualidade dos alimentos para se ter o que comer. Canella explica que há uma dimensão qualitativa e outra quantitativa em índices do tipo. “Primeiro você deixa de ter uma alimentação de qualidade para ter qualquer uma, e depois deixa de ter quantidade”, diz a nutricionista.

Os números pioram quando são separados entre cotistas e não cotistas. Mais da metade (53,2%) dos estudantes que entrou na Uerj por cota estava em uma dessas situações de insegurança alimentar contra cerca de 28% dos não cotistas.

Veja o texto na íntegra: Nexo

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