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“É uma política completamente errônea”, diz presidente da Biblioteca Nacional sobre recusa por SP dos livros didáticos do MEC
18/08/2023
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O imortal Marco Lucchesi afirma que o analógico e o virtual são complementares na formação dos jovens
Autoridade no mundo dos livros, o poeta e escritor Marco Lucchesi escreveu esta semana na plataforma X (ex-Twitter) um post em tom de desabafo: “Seria impensável que, em pleno século XXI, precisássemos defender o papel crucial do Livro, da Cultura, da Civilização. Aqui chegamos…”. A indignação (sem citar nomes na rede) surge em meio à polêmica sobre o material didático digital das escolas estaduais de São Paulo, que substitui os tradicionais livros do MEC, numa política criticada em entrevista pelo imortal e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), autor de 50 livros, hoje à frente da Biblioteca Nacional.
O senhor postou que ainda precisamos defender o papel crucial do livro, da cultura e da civilização. Assistimos à recusa de SP dos livros do MEC para os estudantes da sua rede. Como avalia essa política?
É uma política completamente errônea, que não corresponde às necessidades básicas de uma formação cultural. Sobretudo porque confunde o tipo de utilização de meios. Não se trata de substituição, mas de soma de esforços, de coparticipação de meios. O analógico e o virtual não são inimigos e nunca podem ser dissociados, particularmente quando se trata da formação inicial das primeiras letras. Os suportes na evolução da história do livro e das ideias convivem. Lembrando que o livro é um design veneziano, está aí há 500 anos. Depois chegou o virtual. O erro de São Paulo foi ter colocado o virtual como grande tema e o analógico simplesmente como uma reprodução secundária e auxiliar. Não é isso: são duas linguagens distintas e complementares.
Veja o texto na íntegra: O Globo
O Globo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.
Autoridade no mundo dos livros, o poeta e escritor Marco Lucchesi escreveu esta semana na plataforma X (ex-Twitter) um post em tom de desabafo: “Seria impensável que, em pleno século XXI, precisássemos defender o papel crucial do Livro, da Cultura, da Civilização. Aqui chegamos…”. A indignação (sem citar nomes na rede) surge em meio à polêmica sobre o material didático digital das escolas estaduais de São Paulo, que substitui os tradicionais livros do MEC, numa política criticada em entrevista pelo imortal e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), autor de 50 livros, hoje à frente da Biblioteca Nacional.
O senhor postou que ainda precisamos defender o papel crucial do livro, da cultura e da civilização. Assistimos à recusa de SP dos livros do MEC para os estudantes da sua rede. Como avalia essa política?
É uma política completamente errônea, que não corresponde às necessidades básicas de uma formação cultural. Sobretudo porque confunde o tipo de utilização de meios. Não se trata de substituição, mas de soma de esforços, de coparticipação de meios. O analógico e o virtual não são inimigos e nunca podem ser dissociados, particularmente quando se trata da formação inicial das primeiras letras. Os suportes na evolução da história do livro e das ideias convivem. Lembrando que o livro é um design veneziano, está aí há 500 anos. Depois chegou o virtual. O erro de São Paulo foi ter colocado o virtual como grande tema e o analógico simplesmente como uma reprodução secundária e auxiliar. Não é isso: são duas linguagens distintas e complementares.
Veja o texto na íntegra: O Globo
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