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Investimento público em educação no ano de 2007 atingiu 4,6% em relação ao PIB
16/04/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=62861
Dados mais recentes do Inep mostram que investimento está abaixo do recomendado pelo Escritório das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco), de no mínimo 6% <BR><BR>Em 2007, o investimento público anual em um aluno da educação básica foi de R$ 2.005. Já o estudante do ensino superior custou ao governo R$ 12.322, seis vezes mais do que o primeiro. A meta do Ministério da Educação (MEC) é reduzir para quatro essa proporção, recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2000 um aluno do ensino superior chegou a custar 11 vezes mais do que o da educação básica.<BR><BR>Os dados levantados pelo Instituto Nacional de Estudos Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam ainda que o investimento público na educação em 2007 foi de 4,6% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Em 2006, esse montante havia sido de 4,4%. O cálculo inclui investimentos dos governos federal, estaduais e municipais. O maior incremento foi na educação básica, com um aporte de 3,9% em relação ao PIB. <BR><BR>O Escritório das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco) recomenda que o investimento público em educação deve ser no mínimo de 6% do PIB. O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que pretende chegar ao patamar de 5% até 2010. Ele compara que, em termos absolutos, 1% do PIB representa algo em torno de R$ 30 bilhões.<BR><BR>“O Estado brasileiro tem condições de priorizar a educação. O que houve foi uma tomada de decisão política para incrementar o investimento na área”, afirmou.<BR><BR>O próximo levantamento irá divulgar os investimentos em relação ao PIB de cada estado. O ministro disse que não acredita que os investimentos em educação possam diminuir em função de uma possível queda na arrecadação como conseqüência da crise financeira internacional.<BR><BR>Para os próximos anos, Haddad vê um crescimento nos investimentos em função dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que começou a vigorar em 2007 e teve pouco impacto nesses percentuais. Outra fonte de recursos pode vir ainda este ano quando for à votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a incidência da Desvinculação de Receita da União (DRU) sobre os recursos da educação e que vai garantir R$ 7 bilhões a mais no orçamento do MEC.<BR><BR>De 2000 até 2005 o percentual de investimento em educação manteve-se estável, com média de 3,9% em relação ao PIB. Haddad não arrisca uma projeção para 2008 porque, segundo ele, “a União está investindo mais, mas o crescimento vai depender do que acontece em cada um dos 5 mil municípios”.<BR><FONT size=1>(Amanda Cieglinski, da Agência Brasil)</FONT><BR>