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De onde vem o medo de falar sobre gênero na escola?
04/04/2023
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Em meio a pressões conservadoras, professores e estudantes temem falar sobre questões que ajudariam a prevenir uma série de violências
Toda criança brasileira tem direito à educação, “com liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, diz o artigo 206, da Constituição Federal. Mesmo assim, a sala de aula tem virado um centro de combate a pautas classificadas como “imorais” ou “doutrinárias”, como tem sido a tentativa de conversar sobre gênero na escola.
Como exemplo do avanço da extrema direita no Brasil, a cidade de Arapongas (PR) tem duas leis municipais que impedem os professores de lecionarem com liberdade. Uma é a número 4.609/2017, que proíbe a “doutrinação”, a outra é a 4.622/2017, que interdita explicitamente a “ideologia e igualdade de gênero”.
É sob um clima de discordância entre professores, conservadores de um lado e progressistas de outro, que o professor de Sociologia e líder sindical Márcio Diniz tenta seguir. “Os colégios costumavam promover eventos abertos à comunidade escolar sobre questões relacionadas a gênero, como combate ao machismo, à violência contra mulher, à LGBTQIA+fobia, mas esses encontros pararam de acontecer. Os professores já não se sentem seguros e, quando fazem algum evento assim, é de forma mais discreta.”
Leia na íntegra: Lunetas
Toda criança brasileira tem direito à educação, “com liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, diz o artigo 206, da Constituição Federal. Mesmo assim, a sala de aula tem virado um centro de combate a pautas classificadas como “imorais” ou “doutrinárias”, como tem sido a tentativa de conversar sobre gênero na escola.
Como exemplo do avanço da extrema direita no Brasil, a cidade de Arapongas (PR) tem duas leis municipais que impedem os professores de lecionarem com liberdade. Uma é a número 4.609/2017, que proíbe a “doutrinação”, a outra é a 4.622/2017, que interdita explicitamente a “ideologia e igualdade de gênero”.
É sob um clima de discordância entre professores, conservadores de um lado e progressistas de outro, que o professor de Sociologia e líder sindical Márcio Diniz tenta seguir. “Os colégios costumavam promover eventos abertos à comunidade escolar sobre questões relacionadas a gênero, como combate ao machismo, à violência contra mulher, à LGBTQIA+fobia, mas esses encontros pararam de acontecer. Os professores já não se sentem seguros e, quando fazem algum evento assim, é de forma mais discreta.”
Leia na íntegra: Lunetas