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Lei de cotas: o que mudou e o que falta mudar nestes 10 anos
12/09/2022
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Lei que estabeleceu vagas para negros e indígenas aumentou diversidade nas universidades públicas, mas ainda há melhoras a fazer
Cássia Maciel, de 44 anos, foi a primeira pessoa da sua família a fazer um curso superior. Ela começou a estudar psicologia aos 30 anos, grávida de gêmeos, na Universidade Federal da Bahia. De lá para cá, passou pela pós-graduação, pelo mestrado e está às portas do doutorado. Desde 2014, é pró-reitora de Ações Afirmativas da UFBA.
“Todo esse caminho provocou uma mudança radical no meu destino, no curso da minha vida”, afirma. “E teve grande impacto na formação dos meus filhos. Para melhor, muito melhor, claro.”
Poran Potiguara, de 32 anos, é engenheiro florestal formado pela Universidade de Brasília, em 2019. Com o diploma na mão, voltou à região onde nasceu, no litoral da Paraíba. Retornou, como diz, para “transformar a realidade” daquele lugar. Com um de seus projetos, já em curso, tenta recuperar o Rio do Aterro, que já foi a única fonte de água da população local, mas está assoreado. “Realizei um sonho ao cursar uma faculdade em Brasília”, conta. “Mas voltar para a minha comunidade e aplicar nela o que aprendi lá fora foi muito mais importante.”
Veja o texto na íntegra: Valor
O Valor Econômico não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra.
Cássia Maciel, de 44 anos, foi a primeira pessoa da sua família a fazer um curso superior. Ela começou a estudar psicologia aos 30 anos, grávida de gêmeos, na Universidade Federal da Bahia. De lá para cá, passou pela pós-graduação, pelo mestrado e está às portas do doutorado. Desde 2014, é pró-reitora de Ações Afirmativas da UFBA.
“Todo esse caminho provocou uma mudança radical no meu destino, no curso da minha vida”, afirma. “E teve grande impacto na formação dos meus filhos. Para melhor, muito melhor, claro.”
Poran Potiguara, de 32 anos, é engenheiro florestal formado pela Universidade de Brasília, em 2019. Com o diploma na mão, voltou à região onde nasceu, no litoral da Paraíba. Retornou, como diz, para “transformar a realidade” daquele lugar. Com um de seus projetos, já em curso, tenta recuperar o Rio do Aterro, que já foi a única fonte de água da população local, mas está assoreado. “Realizei um sonho ao cursar uma faculdade em Brasília”, conta. “Mas voltar para a minha comunidade e aplicar nela o que aprendi lá fora foi muito mais importante.”
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