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Novo ensino médio em SP compensa falta de professores com vídeos e educação a distância, diz pesquisa

07/06/2022 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Relatório conclui que modelo implementado aumentou desigualdades e apresenta novos problemas

Estudo realizado pela Rede Escola Pública e Universidade afirma que o Novo Ensino Médio (NEM) implementado pioneiramente pelo estado de São Paulo aumentou desigualdades na rede, ampliando carga horário pela educação a distância, distribuindo desigualmente as oportunidades de escolha e padecendo de falta de professores, substituídos provisoriamente por aulas em vídeo.

— Analisamos a liberdade de escolha, a falta de professores e expansão de carga. Em todos os pontos, há aumento de desigualdade entre escolas — afirma Fernando Cássio, da Universidade Federal do ABC (UFABC), que assina o trabalho com Ana Paula Corti, do Instituto Federal de São Paulo, e Débora Goulart, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O coordenador do Novo Ensino Médio de São Paulo, Gustavo Mendonça, avaliou que a análise foi “enviesada”.

No novo ensino médio, são 1,8 mil horas de formação básica (em todas as disciplinas) mais 1,2 mil horas de itinerários formativos, em que os estudantes supostamente poderão escolher entre disciplinas eletivas, aprofundamento de uma das áreas de conhecimento e Projeto de Vida, em que os professores trabalham as competências socioemocionais, de carreira e de mercado de trabalho.

Veja o texto na íntegra: O Globo

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