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A discriminação no ensino não-presencial em tempos de pandemia
18/06/2020
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A crise do novo coronavírus tem levado governos a adotar políticas públicas emergenciais de caráter mais do que desigual: são políticas discriminatóriasTrês meses após a suspensão das aulas na educação básica, já é possível avaliar os resultados dos programas emergenciais de ensino não-presencial adotados na maioria dos estados: são desanimadores e indicam efeitos preocupantes no médio e no longo prazos.Em São Paulo, onde as “aulas” foram reiniciadas por meio de um programa de ensino remoto em 27 de abril, após preparação e investimentos de R$ 142 milhões em TV e telefonia móvel, menos da metade dos estudantes acessam regularmente a plataforma, e menos ainda são os que dela tiram algum proveito. Como se não bastasse a ansiedade gerada pela pandemia, o secretário Rossieli Soares da Silva decidiu manter o calendário de avaliações na rede estadual, gerando mais apreensão e revolta entre estudantes, professores e comunidades escolares. Igualmente questionável foi a decisão de, em pleno ascenso do contágio e contrariando recomendações sanitárias, convocar milhões de famílias a ir retirar apostilas nas escolas.Veja o texto na íntegra: NexoO Nexo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.