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Enem, 21 anos: das falhas operacionais à guerra cultural

05/11/2019 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Depois de críticas de Bolsonaro à questão que abordou identidade de gênero em 2018, órgão responsável pela prova promete neutralidadeO Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) chega em 2019 a sua 21ª edição, a primeira sob o governo Jair Bolsonaro. A prova é tida como política pública de Estado iniciada no governo de Fernando Henrique Cardoso e mantida nos governos posteriores, de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Ao longo dos anos, o exame enfrentou uma série de problemas operacionais, inclusive com vazamentos de conteúdo.Com Bolsonaro, o foco é a guerra cultural, a partir de uma pauta conservadora defendida pelo atual presidente. As provas de 2019 ocorrem em 3 e 10 de novembro. Depois de eleito, Bolsonaro afirmou que veria o conteúdo da prova antes de sua aplicação para barrar questões relacionadas à identidade de gênero. Ele se referia à inclusão de uma pergunta sobre o pajubá no exame de 2018. Pajubá é um dialeto secreto usado por gays e travestis. A questão buscava tratar de elementos de patrimônio linguístico.Leia na íntegra: NexoO Nexo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante.
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