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Por que as escolas estaduais de SP resistem à educação integral?
16/10/2019
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O pano de fundo para que o País saia das ‘políticas que geram a desigualdade’ é discutir o financiamento da educação públicaNo dia 4 de setembro, um grupo de estudantes da Escola Estadual Albino César, localizada na zona norte de São Paulo, paralisou a rotina de aulas. Os alunos se reuniram no pátio em protesto contra a possibilidade de a escola aderir ao Programa de Ensino Integral (PEI) ofertado pelo governo do Estado. Os alunos também se dirigiram à Secretaria de Educação para reivindicar que participassem da decisão de aderir ou não à política. Por fim, a escola refutou a proposta.Durante a manifestação, os estudantes levantaram as seguintes questões: seria justo ter de escolher entre estudar e trabalhar? As escolas conseguiriam garantir condições de infraestrutura mínimas (refeições e itens de higiene, como papel higiênico) para que eles permanecessem ali por mais tempo? E os jovens que precisam estudar a noite, como fariam?A ação se deu diante um chamamento da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para ampliar o programa, que hoje atende 417 escolas da rede, 7,72% do total. A expansão pretendia abarcar pelo menos 100 novas unidades escolares com média de 500 estudantes cada. As escolas puderam aderir ao programa até o dia 26 de setembro.Veja o texto na íntegra: Carta Capital