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Em Minas, universidades federais já sentem efeitos dos cortes na educação anunciados pelo MEC
15/08/2019
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O contingenciamento afeta serviços de terceirizados, pagamento de água e luz, além de bolsas acadêmicas. Estudo da UFMG que pode levar a melhorias no tratamento do câncer de fígado vai ficar sem pesquisadores a partir de setembroOs alunos das universidades federais mineiras retornaram às aulas neste segundo semestre com temor por causa dos impactos dos cortes anunciados pelo governo federal. O anúncio foi ainda no começo do ano, mas já era previsto que os efeitos seriam sentidos de forma mais acentuada apenas no final de 2019.Somente na Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, o recurso caiu de R$ 105 para R$ 62 milhões após o contingenciamento feito pelo Ministério da Educação. O montante era investido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Houve queda no número de bolsas para residentes de pós-doutorado, muitos deles que trabalhavam diretamente com pesquisas sobre doença de chagas, leishmaniose, zika e chikungunya.Outra pesquisa importante afetada é a do Instituto de Ciências Biológicas que identificou uma molécula que ajuda no diagnóstico precoce do câncer de fígado. Esse estudo depende do trabalho de sete bolsistas, que vão desde alunos do ensino médio até do pós-doutorado. As bolsas têm valores que variam de R$ 400 a R$ 4.100, dependendo do nível do pesquisador. A partir de setembro, no entanto, não será possível continuar pagando essas bolsas.CBN