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4.ª Reunião Ciência, Tecnologia e Sociedade: neurocientistas alinhavam projeto visando ao Prosul

02/12/2008 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=60238
Pesquisadores do Brasil, Argentina e Uruguai delinearam projeto conjunto, tendo em vista os recursos que serão liberados em 2009 pelo Prosul, programa que apóia iniciativas de cooperação entre países da América do Sul <BR><BR>Marina Ramalho escreve de Porto Alegre para o “Jornal da Ciência”:<BR><BR>Neurocientistas brasileiros, argentinos e uruguaios reunidos em 28 de novembro no 4º encontro Ciência, Tecnologia e Sociedade, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), aproveitaram a oportunidade para traçar os primeiros passos de um projeto conjunto, que esperam submeter ao Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia (Prosul) no ano que vem. Segundo estimativas do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgadas no encontro, o programa contará em 2009 com cerca de R$ 7 milhões.<BR><BR>A iniciativa foi fruto do Grupo de Trabalho em Neurociências, que identificou linhas de trabalho e questões de interesse comum entre os pesquisadores dos três países. O projeto, que está em fase de elaboração, vai tratar da percepção visual normal e patológica. Os cientistas pretendem focar seus esforços em duas linhas temáticas principais: uma de funções visuais básicas, que engloba aspectos como a percepção de cor, contraste e movimento, e outra de modelagem computacional, que lidaria com questões mais ligadas à matemática. <BR><BR>Na cerimônia de abertura da 4ª reunião CTS, o representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, José Monserrat Filho, animou os participantes a aproveitarem os recursos do Prosul. Ele enfatizou que a edição do programa a ser lançado em 2009 não se limitará à forma de edital e apoiará também projetos especiais, como já ocorreu em 2008. O chefe da Assessoria de Programas Internacionais do MCT, no entanto, afirmou que ainda são poucas as iniciativas submetidas.<BR><BR>Um dos principais potenciais do projeto elaborado no grupo de neurociências, segundo o pesquisador Leonel Gómez, da Universidade Nacional de Montevidéu, no Uruguai, seria o de formar recursos humanos qualificados na área, através da visita de alunos e professores às universidades dos outros países envolvidos. “O desenvolvimento de uma massa crítica nesse campo, no Uruguai, é muito importante, porque há pouquíssimas pessoas envolvidas com esse tema. Isso serviria também para ampliar a disciplina na América Latina”, frisou.<BR><BR>Antes mesmo de sua realização, o encontro CTS já rendeu outra iniciativa de cooperação entre os neurocientistas. O convite feito por Dora Ventura, coordenadora da parte brasileira da reunião, a Elisa Colombo, do Departamento de Iluminação, Luz e Visão, da Universidade Nacional de Tucumán (UNT), na Argentina, motivou a elaboração de um projeto, que foi recém-submetido ao Programa de Centros Associados para o Fortalecimento da Pós-graduação Brasil/Argentina (Convênio Capes-SPU).<BR><BR>“Quando fiz o convite à Elisa, ela imediatamente disse que não apenas iria participar, mas que também queria aproveitar o prazo desse edital, que estava perto de se encerrar, para apresentar uma proposta conjunta”, contou Dora.<BR><BR>O projeto envolve os programas de doutorado em Neurociências e Comportamento, da Universidade de São Paulo (USP), e o de Meio Ambiente Visual em Iluminação Eficiente, da UNT. <BR><BR>A proposta prevê intercâmbio de alunos e professores, e a realização de projetos de pesquisa. Cooperação semelhante já era realizada entre a UNT e a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerpe), desde 2004. “Graças a esse projeto é que estamos aqui, porque ele serviu como uma plataforma para começar uma cooperação mais geral com o Brasil”, revelou o pesquisador José Barraza, também da UNT.<BR><BR>Para Sergio Sheiji Fukusima, da Unaerpe, “esse intercâmbio entre alunos está sendo bastante positivo, pois proporciona troca de idéias e visitas a outros laboratórios”.<BR><BR>O tema comum do grupo é o estudo básico da função visual principalmente no ser humano, mas também em modelos animais, e o desenvolvimento de equipamentos para a avaliação funcional do sistema visual, uma atividade que, segundo Dora, é bastante especializada, não sendo feita por médicos oftalmologistas. <BR><BR>“A nossa proposta é que essa avaliação da visão de cores, de contrastes e da acuidade visual sirva para descrever como a população normal enxerga e identificar como determinadas doenças – como diabetes, esclerose múltipla e doenças genéticas – prejudicam o sistema visual”, esclareceu Dora.<BR><BR>Outras formas de cooperação também devem ser criadas envolvendo os pesquisadores Marcus Vinicius Baldo, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, e José Barraza, que compartilham experiência nos estudos de visão do movimento.<BR><A href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=60238"><FONT size=1>http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=60238</FONT></A>
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