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Mulheres representam 60% dos bolsistas da Capes
11/03/2019
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No último levantamento, feito em janeiro deste ano, constatou-se que do total de 201.449 bolsistas, 122.103 são mulheres
Elas são maioria entre bolsistas. As brasileiras representam 60% do
total de beneficiários das bolsas pagas atualmente pela Capes na
pós-graduação e nos programas de formação de professores.
No último levantamento, feito em janeiro deste ano, constatou-se que
do total de 201.449 bolsistas, 122.103 são mulheres. Elas somam 53.667
entre os estudantes que recebem o benefício para a pós-graduação no
Brasil e no exterior e 68.436 dentre os que têm o auxílio nos programas
de formação de professores da educação básica.
Em 2017, a pós-graduação no Brasil tinha 364 mil estudantes. Deste
total, 53% (195 mil) eram mulheres. Entretanto, no universo dos
professores, a predominância é masculina: 43,7 mil, o que equivale a
57%. Apesar do indicativo de uma maioria de mulheres nos estudos
avançados, os desafios ainda são grandes.
Na visão Connie MacManus, diretora de Relações Internacionais da
Capes, é preciso assegurar às novas pesquisadoras autoconfiança para que
elas consigam alcançar seu pleno potencial. “Assim, podem inspirar
futuras gerações”. Citando o editorial de 2018, da revista Nature Cell
Biology, que oferece conselho valioso para mulheres na ciência, a
diretora recomenda: “não desistam, busquem e ofereçam orientação e
colaboração, tenham confiança para aproveitar as oportunidades e
trabalhem para a mudança.”
Marcia Barbosa, diretora da Academia Brasileira de Ciências, nota que
um dos avanços que contribuíram para a permanência das mulheres na
pós-graduação foi a concessão da licença maternidade para as bolsistas.
“Quando uma mulher engravidava ela não tinha licença-gestante da bolsa.
Hoje em dia isso já existe, é muito importante e resultou de um
movimento das mulheres”, afirma a pesquisadora.
Por fim, Yaeko Yamashita, pesquisadora da Universidade de Brasília
(UnB) e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) na área de
transporte, observa que houve uma evolução em muitos aspectos, como o
aumento do número de editais voltados para questões de gênero. Ela
percebe uma redução das desigualdades na área acadêmica atualmente,
situação bem distinta da que viveu quando cursou Engenharia Civil: “as
mulheres precisavam buscar seu espaço na turma. Na busca pelo espaço,
tínhamos que mostrar que mulheres eram tão boas quanto homens. Esse
espaço já é adquirido. Agora, a busca é pelo nosso reconhecimento”.
Capes
Elas são maioria entre bolsistas. As brasileiras representam 60% do
total de beneficiários das bolsas pagas atualmente pela Capes na
pós-graduação e nos programas de formação de professores.
No último levantamento, feito em janeiro deste ano, constatou-se que
do total de 201.449 bolsistas, 122.103 são mulheres. Elas somam 53.667
entre os estudantes que recebem o benefício para a pós-graduação no
Brasil e no exterior e 68.436 dentre os que têm o auxílio nos programas
de formação de professores da educação básica.
Em 2017, a pós-graduação no Brasil tinha 364 mil estudantes. Deste
total, 53% (195 mil) eram mulheres. Entretanto, no universo dos
professores, a predominância é masculina: 43,7 mil, o que equivale a
57%. Apesar do indicativo de uma maioria de mulheres nos estudos
avançados, os desafios ainda são grandes.
Na visão Connie MacManus, diretora de Relações Internacionais da
Capes, é preciso assegurar às novas pesquisadoras autoconfiança para que
elas consigam alcançar seu pleno potencial. “Assim, podem inspirar
futuras gerações”. Citando o editorial de 2018, da revista Nature Cell
Biology, que oferece conselho valioso para mulheres na ciência, a
diretora recomenda: “não desistam, busquem e ofereçam orientação e
colaboração, tenham confiança para aproveitar as oportunidades e
trabalhem para a mudança.”
Marcia Barbosa, diretora da Academia Brasileira de Ciências, nota que
um dos avanços que contribuíram para a permanência das mulheres na
pós-graduação foi a concessão da licença maternidade para as bolsistas.
“Quando uma mulher engravidava ela não tinha licença-gestante da bolsa.
Hoje em dia isso já existe, é muito importante e resultou de um
movimento das mulheres”, afirma a pesquisadora.
Por fim, Yaeko Yamashita, pesquisadora da Universidade de Brasília
(UnB) e da Universidade Federal do Tocantins (UFT) na área de
transporte, observa que houve uma evolução em muitos aspectos, como o
aumento do número de editais voltados para questões de gênero. Ela
percebe uma redução das desigualdades na área acadêmica atualmente,
situação bem distinta da que viveu quando cursou Engenharia Civil: “as
mulheres precisavam buscar seu espaço na turma. Na busca pelo espaço,
tínhamos que mostrar que mulheres eram tão boas quanto homens. Esse
espaço já é adquirido. Agora, a busca é pelo nosso reconhecimento”.
Capes