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Bolsistas de escolas beneficentes poderão ter cota em universidades públicas
22/06/2018
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Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa aprovou projeto do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB); proposta segue para a análise da Comissão de Educação, Cultura e EsportesA Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (20) proposta que inclui alunos bolsistas de escolas beneficentes de assistência social entre os que têm direito a reserva de vagas em universidades públicas (PLS 197/2018).O projeto, do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), recebeu parecer favorável da senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e segue para a análise da Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE).A Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) determina que metade das vagas de universidades federais seja reservada a alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.Para o senador Paulo Paim (PT-RS), a inciativa aprovada pela CDH beneficia estudantes de renda mais baixa.— O projeto é procedente, os beneficiários dessa bolsa também são estudantes de família de renda mais baixa. São pessoas carentes que merecem aqui o nosso apoio legal.IndígenasOutra proposta aprovada pela CDH nesta quarta foi o projeto do senador licenciado Telmário Mota (PTB-RR), que iguala agentes indígenas aos agentes comunitários de saúde (PLS 184/2018).Favorável à proposta, a relatora Regina Sousa (PT-PI) acredita que a equiparação é necessária para garantir direitos aos trabalhadores das comunidades.— Os agentes indígenas de saúde têm, inclusive, competências adicionais, como a necessidade de conhecer práticas e saberes tradicionais — afirmou.O projeto também determina que o processo seletivo para a contratação dos agentes indígenas de saúde e de saneamento seja feito com a participação das comunidades em que eles atuarão. A análise final da proposta será na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).Agência Senado