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Fraudes e descaso estatal ameaçam inclusão dos negros na universidade

27/03/2018 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Corte e falta de reajuste das bolsas comprometem a permanência de estudantes cotistas no ensino superiorÚltimo país das Américas a abolir a escravidão, o Brasil tardou a se preocupar com o acesso dos negros ao Ensino Superior, de forma a reduzir as abissais desigualdades perpetuadas no mercado de trabalho. As universidades brasileiras começaram a reservar vagas para pretos, pardos e indígenas somente no início dos anos 2000, mais de quatro décadas depois das primeiras ações afirmativas nos EUA.Ainda que tardia, a iniciativa mudou a paisagem nos campi. Em 2012, ano de promulgação da Lei de Cotas, 17% dos alunos de graduação em instituições públicas declaravam-se negros. Em 2016, eles eram 34% do total, segundo a Sinopse Estatística da Educação Superior, do Inep. O inegável avanço está, porém, ameaçado pela falta de ética de grupos historicamente privilegiados e pelo descaso do poder público com a assistência estudantil, indispensável para garantir a permanência dos mais pobres.Leia na íntegra: Carta Capital
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