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Melhor qualidade da educação depende de escolas conectadas, avaliam especialistas
09/12/2016
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br
Audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara
dos Deputados debateu o projeto de lei (PL) 4851/16, que trata das
políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet, entre
elas o Plano Nacional de Banda Larga
O Brasil precisa garantir o acesso das escolas à internet como forma
de melhorar a educação e dar igualdade de oportunidades a todos os
estudantes. A avaliação foi unânime entre os participantes de audiência
pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados,
realizada para debater o projeto de lei (PL) 4851/16. A matéria trata
das políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet,
entre elas o Plano Nacional de Banda Larga.
O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro,
Ronaldo Lemos, disse que “a falta de acesso a tecnologias se reflete em
casos como o péssimo resultado do Brasil na prova do Programa
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa)”, que avalia os
conhecimentos de alunos de vários países em matemática, leitura e
ciências. O desempenho foi bem abaixo da média da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Para o representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Fábio
Senne, o problema é que o acesso está concentrado nas áreas urbanas do
Sul e Sudeste. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste e em áreas
mais pobres, como explicou Senne. O fato mais preocupante é que 3,6
milhões de jovens jamais acessaram a internet.
“Na área rural, só temos 22% dos domicílios com alguma conexão, que
pode ser, inclusive, um celular. Não estamos necessariamente falando de
internet fixa aqui. Então, há um desafio de inclusão muito grande,
especialmente nessa área. E se olharmos a diferença das classes D e E
para a classe A, também temos uma diferença abissal”, informou.
A diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação
Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo, afirmou que não faz mais sentido
pensar em uma política única sem levar em conta as diferenças em
infraestrutura em estados e municípios. Segundo ela, esse é o momento
ideal para implementar uma política mais ampla do uso de tecnologia na
educação. “Estados e municípios querem ter um papel proativo no desenho
dessa nova política nacional”.
De acordo com Américo Bernardes, do Departamento de Inclusão Digital
da Secretaria de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações (MCTIC), a meta do governo é atingir os 30
milhões de alunos matriculados nas escolas públicas no ensino
fundamental e médio até o ano de 2021, mas ressaltou que “o País está
longe dos números ideais”.
Agência Gestão CT&I/ABIPTI, com informações da Agência Câmara
dos Deputados debateu o projeto de lei (PL) 4851/16, que trata das
políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet, entre
elas o Plano Nacional de Banda Larga
O Brasil precisa garantir o acesso das escolas à internet como forma
de melhorar a educação e dar igualdade de oportunidades a todos os
estudantes. A avaliação foi unânime entre os participantes de audiência
pública da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados,
realizada para debater o projeto de lei (PL) 4851/16. A matéria trata
das políticas públicas destinadas à ampliação do acesso à internet,
entre elas o Plano Nacional de Banda Larga.
O diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro,
Ronaldo Lemos, disse que “a falta de acesso a tecnologias se reflete em
casos como o péssimo resultado do Brasil na prova do Programa
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa)”, que avalia os
conhecimentos de alunos de vários países em matemática, leitura e
ciências. O desempenho foi bem abaixo da média da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Para o representante do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Fábio
Senne, o problema é que o acesso está concentrado nas áreas urbanas do
Sul e Sudeste. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste e em áreas
mais pobres, como explicou Senne. O fato mais preocupante é que 3,6
milhões de jovens jamais acessaram a internet.
“Na área rural, só temos 22% dos domicílios com alguma conexão, que
pode ser, inclusive, um celular. Não estamos necessariamente falando de
internet fixa aqui. Então, há um desafio de inclusão muito grande,
especialmente nessa área. E se olharmos a diferença das classes D e E
para a classe A, também temos uma diferença abissal”, informou.
A diretora-presidente do Centro de Inovação para a Educação
Brasileira (Cieb), Lúcia Dellagnelo, afirmou que não faz mais sentido
pensar em uma política única sem levar em conta as diferenças em
infraestrutura em estados e municípios. Segundo ela, esse é o momento
ideal para implementar uma política mais ampla do uso de tecnologia na
educação. “Estados e municípios querem ter um papel proativo no desenho
dessa nova política nacional”.
De acordo com Américo Bernardes, do Departamento de Inclusão Digital
da Secretaria de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações (MCTIC), a meta do governo é atingir os 30
milhões de alunos matriculados nas escolas públicas no ensino
fundamental e médio até o ano de 2021, mas ressaltou que “o País está
longe dos números ideais”.
Agência Gestão CT&I/ABIPTI, com informações da Agência Câmara