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Projeto do IFSC-USP é vencedor do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia

31/08/2016 http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/21-projeto-do-ifsc-usp-e-vencedor-do-premio-mercosul-de-ciencia-e-tecnologia/
Desenvolvido por equipe do CePOF, projeto é voltado para o tratamento de lesões causadas pelo vírus HPV no colo do útero
O projeto “Inovações para Prevenção do Câncer de Colo de Útero”,
desenvolvido pelo Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF), um
dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da Fapesp, sediado
no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo
(IFSC-USP), foi vencedor da categoria Integração do prêmio Mercosul de
Ciência e Tecnologia de 2015, informou a Agência USP de Inovação.
O projeto, liderado pela pesquisadora Natalia Inada, tem como
objetivo tratar Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs), de baixo e
alto graus, que são lesões causadas pelo vírus HPV no colo do útero de
mulheres infectadas. O tratamento é feito por meio de uma técnica não
invasiva chamada Terapia Fotodinâmica, que já era utilizada para o
tratamento de doenças dermatológicas.
O projeto é coordenado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato,
pesquisador responsável pelo CePOF, e contou com o apoio da Financiadora
de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Saúde, de acordo com
Natalia Inada.
Em 2011, Inada desenvolveu um protótipo que foi submetido à aprovação
de médicos responsáveis por realizar testes clínicos. Em seguida, foram
buscadas aprovações para o prosseguimento da pesquisa em diversas
instituições, como, por exemplo, na Comissão Nacional de Ética em Saúde
(Conep), de acordo com informações da Agência USP de Inovação.
Foi feita, então, fez uma triagem de pacientes portadoras de NICs
para realização de tratamento por meio da nova técnica e acompanhamento
de sua eficácia.
Após o tratamento das primeiras pacientes, que possuíam NICs de baixo
grau, foram encontrados resultados positivos em cerca de 70 pacientes,
todas entre 14 e 58 anos de idade. O acompanhamento dessas pacientes já
dura quatro anos.
Já em 2014, Fernanda Mansano Carbinatto iniciou o seu pós-doutorado
com a pesquisa intitulada “Terapia fotodinâmica no diagnóstico e
tratamento da Neoplasia Intraepitelial Cervical graus II e III”,
passando a integrar o projeto. Por meio de sua pesquisa, foi ampliado o
tratamento clínico de pacientes portadoras de NIC de alto grau.
Em parceria com Wellington Lombardi, do Ambulatório Saúde da Mulher
de Araraquara, e com Renata Belotto, do Hospital Pérola Byington em São
Paulo, Carbinatto acompanha o tratamento de pacientes e auxilia no
aperfeiçoamento do sistema de detecção das lesões de colo do útero por
fluorescência.
Agência Fapesp
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