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Desmatamento na Amazônia cresce 134% em agosto
30/09/2008
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=58918
<P>Em relação a agosto 2007, crescimento foi de 228% <BR><BR>O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter) divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em agosto, os alertas registraram 756 km2 de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 km2 detectados no mês anterior. <BR><BR>Se comparado com o mesmo período de 2007, quando o Inpe registrou 230 quilômetros quadrados no mês de agosto, o crescimento chega a 228%. <BR><BR>Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o estado com maior devastação. Em agosto, o Inpe registrou 435,27 quilômetros quadrados de desmatamento no estado, 57% do total. Mato Grosso aparece em seguida, com 229,17 quilômetros quadrados de novos desmates, seguido por Rondônia, com 29,21 quilômetros quadrados. <BR><BR>Cálculo do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmatamento completo) e as que estão em degradação progressiva.<BR><BR>A cobertura de nuvens sobre os estados da Amazônia Legal no período impediu a visualização de 26% da área, principalmente nos estados do Amapá e de Roraima, que “não puderam ser monitorados adequadamente”, de acordo com relatório do Inpe. <BR><BR>O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comentará os dados hoje à tarde e divulgará a lista dos cem maiores desmatadores da Amazônia. <BR><BR>A taxa anual de desmatamento, medida pelo Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) deve ser divulgada até o fim do semestre. O número é calculado com base no acumulado de novos desmatamentos verificados pelo Deter entre agosto de 2007 e julho de 2008. No período, o desmate chegou a 8,1 mil quilômetros quadrados, 64% maior que nos 12 meses anteriores. <BR>(Agência Brasil) <BR><BR>Taxa é menor que a registrada nos meses de junho, maio e abril<BR><BR>O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou em agosto 756 km2 de desmatamento na Amazônia Legal. Deste total, 435 km2 no Pará e 229 km2 no Mato Grosso.<BR><BR>É mais que o dobro de julho, quando o desmate ficou em 323 km2. Mas o número é menor que o registrado nos meses de junho, maio e abril, este o pior de 2008 segundo o Deter, quando a Amazônia perdeu em 30 dias 1.124 km2.<BR><BR>Estes números, que consideram áreas que sofreram corte raso (desmate completo) ou degradação progressiva, devem ser analisados em conjunto com os dados sobre a ocorrência de nuvens, que impedem o monitoramento por satélite. <BR><BR>Em agosto, 74% da Amazônia Legal pôde ser vista, porém ficaram encobertos 99% do Amapá e 77% de Roraima. O Mato Grosso ficou livre das nuvens em agosto, enquanto o Pará teve 24% de sua área encoberta. Esta cobertura é para o conjunto de imagens Modis que foram utilizadas. <BR><BR>A tabela abaixo mostra a distribuição dos 756 km2 por Estado.<BR><BR>Estados - km2<BR>Pará - 435,27<BR>Mato Grosso - 229,17<BR>Rondônia - 29,91<BR>Amazonas - 29,35<BR>Maranhão - 16,83<BR>Acre - 6,66<BR>Roraima - 5,34<BR>Tocantins - 4,16<BR><BR>Avaliação<BR><BR>O sistema Deter, conforme descrito na página de entrada do projeto (http://www.obt.inpe.br/deter/), é uma ferramenta para suporte à fiscalização e não uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia, em função da resolução dos satélites e da cobertura de nuvens variável de um mês para outro. A informação sobre áreas é para priorização por parte das entidades responsáveis pela fiscalização. O Deter deve ser usado apenas como indicador de tendências do desmatamento anual.<BR><BR>Com imagens dos satélites Landsat e Cbers, que apresentam melhor resolução espacial (20 e 30 metros), o Inpe faz a qualificação dos dados do Deter, que usa sensores cuja baixa resolução (250 metros) é compensada pela capacidade de observação diária. O Relatório de Avaliação, disponível no site do Deter, mostra que 89% das áreas apontadas pelo Deter foram confirmadas como desmatamento. Foram avaliados 420 alertas, que representam 446 km2 ou 59% da área total dos polígonos (756 km2) indicados pelo Deter no mês de agosto.<BR><BR>Os alertas indicaram principalmente desmatamentos por corte raso (67,5%) e por degradação florestal de intensidade alta (17%), categorias em que a resposta do solo é predominante sobre a cobertura florestal escassa. O sistema Deter foi preciso principalmente na detecção de polígonos maiores que 1 km2. <BR><BR>Os polígonos não confirmados como desmatamento (11%) eram na maioria menores que 2 km2. Para os técnicos do Inpe, estes resultados comprovam que os alertas do Deter são eficientes para orientar a fiscalização e indicar as áreas prioritárias para a vistoria de campo. <BR><BR>Em operação desde 2004, o Deter foi concebido pelo Inpe como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.<BR><BR>É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro Cbers, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.<BR>(<FONT size=1>Informações da Assessora de Comunicação do Inpe)</FONT></P>
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