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Exemplos de sucesso no ensino de ciências
05/08/2014
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=94582
Curiosidade, integração e popularização de C&T são os principais objetivos dos projetos Rio Branco- Estimular a curiosidade, promover uma maior integração entre universidades e escolas, e tornar a ciência tão popular no Brasil como o futebol. Esses são alguns dos objetivos que movem muitos projetos de divulgação científica espalhados pelo País. Três exemplos de sucesso foram apresentados neste domingo (27), último dia da 66ª Reunião Anual da SBPC, no Acre, pelos professores Domingos Wanderley Picanço Diniz, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Roseli de Deus Lopes, da Universidade de São Paulo (USP); e Antonio José Silva Oliveira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O Programa de Ação Interdisciplinar (PAI) é desenvolvido pelo campus de Oriximiná da UFOPA e trabalha a integração entre a universidade (professores e alunos de graduação) e escolas do Ensino Médio. De acordo com o professor Diniz, o programa envolve diferentes áreas do conhecimento e procura estimular a curiosidade dos estudantes. "Queremos que o aluno não só saiba responder como também aprenda a perguntar. É um esforço para que esse jovem compreenda a ciência e a tecnologia como partes integrantes da cultura humana contemporânea. Por isso, não basta abrir a torneira e ver a água sair, tem que aprender de onde ela vem", explicou. Para Diniz o maior mérito do PAI é levar o aluno para fora da sala de aula, possibilitar que ele conheça seu ambiente, ensiná-lo a observar e estimular um pensamento crítico e reflexivo. "O programa gerencia ações que o docente orientador não conseguiria executar sozinho", afirmou. Além disso, ele relacionou uma série de novas práticas pedagógicas - não usuais - que são adotadas pelo programa como peças teatrais, produção de revistas em quadrinho, jogos educativos, entre outras. Projetos criativosA engenheira Roseli de Deus Lopes é professora da Escola Politécnica da USP e coordenadora geral da FEBRACE - Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, um movimento nacional de estímulo ao jovem cientista, que todo ano realiza na Universidade de São Paulo uma grande mostra de projetos. "Nosso objetivo é atrair estudantes e engajar professores para mudanças nas práticas pedagógicas nas escolas, com abordagens mais investigativas. Queremos mostrar que é importante estimular a criatividade", contou. Em 2013, a Febrace teve 24.500 estudantes finalistas do Brasil inteiro. "São jovens talentos que apresentam suas criações científicas e tecnológicas. Nossa mostra já incentivou muitos estudantes a colocar suas ideias criativas e inovadoras em prática. Alguns dos jovens se destacaram e ganharam reconhecimento nacional e internacional por seus projetos", destacou Roseli Lopes. Ilha da ciênciaO Laboratório de Difusão Científica Ilha da Ciência foi o projeto apresentado pelo físico Antonio Oliveira, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Um Curso Mirim de Física, palestras, exposições permanentes e itinerantes (Ciência Móvel) fazem parte do projeto que pretende contribuir para tornar a ciência mais popular no Brasil. "A ideia é que o brasileiro veja a ciência como um bem popular, para que ela seja continuamente discutida por todos como é o futebol", comparou Oliveira. Para o Curso Mirim de Física, o professor Oliveira promove visitações e experimentações no Laboratório de Física da UFMA. "Utilizo as horas vagas do laboratório com alunos de 8 a 12 anos que observam os experimentos e aprendem a conviver com as pesquisas. Nesse curso é proibido não mexer", afirmou. A iniciativa, segundo ele, ajuda a despertar a vontade das crianças de no futuro ingressar em um curso superior. (Edna Ferreira / Jornal da Ciência)