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FMC 2013: Mais emprego e educação para reduzir a desigualdade
26/11/2013
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=90833
O debate "Desigualdades como barreiras para a sustentabilidade global" abriu a programação de segunda-feira no Rio de Janeiro O secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ricardo Paes de Barros, participou da palestra "Desigualdades como barreiras para a sustentabilidade global" que abriu a programação desta segunda-feira, dia 25, no 6º Fórum Mundial de Ciência (FMC), realizado no Hotel Windsor Atlântica, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele considera perfeitamente possível reduzir as desigualdades e, aponta como soluções a melhoria na educação e o aumento do emprego. "No Brasil houve uma melhora na educação. Reduzimos em 6% a lacuna da desigualdade nesse setor", afirmou. Entre os mais pobres, o pesquisador revela que a redução da desigualdade passa também pelo aumento das oportunidades de emprego. O pesquisador destacou o programa "Brasil sem Pobreza", do governo federal, como uma importante iniciativa para promover o trabalho e a produtividade de 10% da população brasileira que ficou à margem do desenvolvimento. "As políticas sociais brasileiras estão funcionando para essa parcela da população que ficou para trás durante muito tempo", afirmou. Desigualdade na China - A palestra sobre desigualdades também teve a participação da vice-diretora do Centro Chinês para Políticas de Agricultura da Academia de Ciências da China, Linxiu Zhang e do geneticista inglês John Burn, professor da Universidade de Newcastle. Gretchen Kalonji, diretora assistente da UNESCO foi a coordenadora da mesa. A representante chinesa disse que a desigualdade de renda hoje em seu país é muito alta. Revelou, no entanto, que uma das metas da China é fazer com que as crianças pobres, principalmente da zona rural, cheguem à universidade. "Precisamos fazer com que todas as crianças alcancem o ensino superior nos próximos 20 anos", planeja. Ainda de acordo com ela, 30% dos estudantes abandonam a escola e somente 40% dos jovens pobres da zona rural que cursam o ensino médio chegam à universidade. Segundo Linxiu Zhang as crianças pobres do ensino básico ou elementar não chegam ao ensino médio por problemas de saúde e desnutrição. "Cerca de 33% dessas crianças têm anemia, 25% têm problemas de visão e 39% têm infecção intestinal causada por vermes", relatou. Ela mencionou o Projeto Ação de Educação Rural (Reap, na sigla em inglês) que foi elaborado para aproximar os índices de educação e nutrição das zonas urbana e rural. (Edna Ferreira / Jornal da Ciência)