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Clima pode ter relatórios mais atuais e exclusivos
26/09/2013
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=89513
Especialistas
condenam modelo de grandes documentos sobre mudanças climáticas, como o
que será divulgado sexta-feira. Para eles, secas, inundações e ondas de
calor merecem registros frequentes
Às vésperas da divulgação da primeira parte do novo relatório do
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), cientistas
criticam o modelo adotado pela ONU para analisar os efeitos do
aquecimento global e de outros eventos extremos. Em vez de grandes
estudos, produzidos a cada cinco ou seis anos, os cientistas reivindicam
relatórios mais curtos, específicos e com maior periodicidade.
A primeira parte do quinto relatório do IPCC será divulgada na
sexta-feira, depois do crivo de representantes de mais de 110 países,
reunidos em Estocolmo. O documento foi montado por 809 especialistas,
entre autores e colaboradores.
Para alguns cientistas que fazem os ajustes finais do novo texto, os
grandes relatórios do IPCC são certeiros, mas, pela demora para a coleta
dos dados, suas informações tornam-se rapidamente desatualizadas.
- Um blockbuster a cada seis anos não é mais uma grande
contribuição - avalia Myles Allen, professor da Universidade de Oxford e
colaborador do novo relatório.
Relatórios mais frequentes - destinados, por exemplo, ao registro de
secas, inundações e ondas de calor - mostrariam se a ocorrência destes
eventos aumentam anualmente.
- Eu apoio uma avaliação global (com os mesmos moldes usados agora),
mas também considero muito importante que ela passe por atualizações
frequentes - enfatiza Johan Rockstrom, diretor do Stockholm Resilience
Center.
Alguns países, como EUA e Itália, consideram que o novo relatório do
IPCC deveria encerrar o modelo de análises volumosas. No lugar delas,
viriam documentos voltados especialmente para um assunto.
O próprio IPCC já fez relatórios especiais sobre condições
meteorológicas extremas e energias renováveis. Para os analistas, outros
assuntos poderiam merecer documentos exclusivos, como as eventuais
mudanças na produção de alimentos e projetos de geoengenharia, que
diminuiriam a radiação solar que chega à superfície.
O material divulgado esta semana corresponde às conclusões do
primeiro grupo de trabalho do IPCC. Entre suas missões está avaliar o
efeito das mudanças climáticas na atmosfera e nos oceanos. O documento,
então, faz projeções a curto e longo prazo de fenômenos como o El Niño e
as monções, além de sugestões aos tomadores de decisão.
O segundo grupo de trabalho analisa impactos, adaptações e
vulnerabilidades do planeta às mudanças climáticas. Suas conclusões
serão divulgadas em março de 2014. No mês seguinte, será a vez da
terceira e última fração do documento, uma síntese do que foi publicado
até então.
Espera-se que as conclusões sejam ratificadas pelos governantes em
2015, trazendo novos acordos e metas para reduzir a emissão de
gases-estufa.
(O Globo)
http://oglobo.globo.com/ciencia/clima-pode-ter-relatorios-mais-atuais-exclusivos-10132444#ixzz2fuRormfd
Matérias complementares de O Globo:
Seis tópicos que vão se destacar na pauta de discussões do IPCC
http://oglobo.globo.com/ciencia/seis-topicos-que-vao-se-destacar-na-pauta-de-discussoes-do-ipcc-10121431#ixzz2fuTtjVyv
Infância ameaçada pelas mudanças climáticas, diz pesquisa
http://oglobo.globo.com/ciencia/infancia-ameacada-pelas-mudancas-climaticas-diz-pesquisa-10117447
condenam modelo de grandes documentos sobre mudanças climáticas, como o
que será divulgado sexta-feira. Para eles, secas, inundações e ondas de
calor merecem registros frequentes
Às vésperas da divulgação da primeira parte do novo relatório do
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), cientistas
criticam o modelo adotado pela ONU para analisar os efeitos do
aquecimento global e de outros eventos extremos. Em vez de grandes
estudos, produzidos a cada cinco ou seis anos, os cientistas reivindicam
relatórios mais curtos, específicos e com maior periodicidade.
A primeira parte do quinto relatório do IPCC será divulgada na
sexta-feira, depois do crivo de representantes de mais de 110 países,
reunidos em Estocolmo. O documento foi montado por 809 especialistas,
entre autores e colaboradores.
Para alguns cientistas que fazem os ajustes finais do novo texto, os
grandes relatórios do IPCC são certeiros, mas, pela demora para a coleta
dos dados, suas informações tornam-se rapidamente desatualizadas.
- Um blockbuster a cada seis anos não é mais uma grande
contribuição - avalia Myles Allen, professor da Universidade de Oxford e
colaborador do novo relatório.
Relatórios mais frequentes - destinados, por exemplo, ao registro de
secas, inundações e ondas de calor - mostrariam se a ocorrência destes
eventos aumentam anualmente.
- Eu apoio uma avaliação global (com os mesmos moldes usados agora),
mas também considero muito importante que ela passe por atualizações
frequentes - enfatiza Johan Rockstrom, diretor do Stockholm Resilience
Center.
Alguns países, como EUA e Itália, consideram que o novo relatório do
IPCC deveria encerrar o modelo de análises volumosas. No lugar delas,
viriam documentos voltados especialmente para um assunto.
O próprio IPCC já fez relatórios especiais sobre condições
meteorológicas extremas e energias renováveis. Para os analistas, outros
assuntos poderiam merecer documentos exclusivos, como as eventuais
mudanças na produção de alimentos e projetos de geoengenharia, que
diminuiriam a radiação solar que chega à superfície.
O material divulgado esta semana corresponde às conclusões do
primeiro grupo de trabalho do IPCC. Entre suas missões está avaliar o
efeito das mudanças climáticas na atmosfera e nos oceanos. O documento,
então, faz projeções a curto e longo prazo de fenômenos como o El Niño e
as monções, além de sugestões aos tomadores de decisão.
O segundo grupo de trabalho analisa impactos, adaptações e
vulnerabilidades do planeta às mudanças climáticas. Suas conclusões
serão divulgadas em março de 2014. No mês seguinte, será a vez da
terceira e última fração do documento, uma síntese do que foi publicado
até então.
Espera-se que as conclusões sejam ratificadas pelos governantes em
2015, trazendo novos acordos e metas para reduzir a emissão de
gases-estufa.
(O Globo)
http://oglobo.globo.com/ciencia/clima-pode-ter-relatorios-mais-atuais-exclusivos-10132444#ixzz2fuRormfd
Matérias complementares de O Globo:
Seis tópicos que vão se destacar na pauta de discussões do IPCC
http://oglobo.globo.com/ciencia/seis-topicos-que-vao-se-destacar-na-pauta-de-discussoes-do-ipcc-10121431#ixzz2fuTtjVyv
Infância ameaçada pelas mudanças climáticas, diz pesquisa
http://oglobo.globo.com/ciencia/infancia-ameacada-pelas-mudancas-climaticas-diz-pesquisa-10117447