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Grupo Anima, de educação, deve abrir o capital

05/09/2013 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=89107
Empresa, com sede em Minas Gerais, é a segunda do setor a protocolar o pedido na CVM em menos de uma semana Pela segunda vez em menos de uma semana, uma rede de ensino superior protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os documentos iniciais para abertura de capital. Ontem, foi a vez do Grupo Anima, de Minas Gerais, que tem entre os sócios o fundo de privateequity BR Investimentos, do economista Paulo Guedes, fundador do Ibmec e do banco Pactual. Na semana passada, o pedido veio do Nordeste. O Grupo Ser, de Pernambuco, comandado pelo empresário Janguiê Diniz, que até duas semanas atrás era procurador regional do Ministério Público do Trabalho, pretende captar em torno de R$ 600 milhões. Dono da faculdade Mauricio de Nassau, o grupo está entre os dez maiores do País no setor de educação. O que chama a atenção nesses dois casos é que o pedido para abertura de capital e oferta inicial de ações (IPO, em inglês) ocorre num momento em que o mercado de capitais tem se mostrado pouco interessante para as empresas. Com as incertezas em relação ao cenário econômico, Votorantim Cimentos e a companhia aérea Azul desistiram recentemente de levar adiante a operação. "A esperança dos investidores é que o Anima e o Grupo Ser reabram o mercado, já são negócios muito bons e fazem parte de um dos setores que mais estão dando retorno aos acionistas na Bolsa", diz uma fonte do mercado. Segundo o documento registrado na CVM, a totalidade dos recursos captados na oferta pública inicial de ações será destinada à continuidade do processo de aquisições, que já está em curso. Com cerca de 60 mil alunos, quase 90% deles em Minas Gerais, o Anima avalia instituições localizadas em 42 cidades e distribuídas em 20 Estados do Brasil. A companhia também faz planos de entrar no segmento de ensino à distância, cujo programa está atualmente sendo avaliado pelo Ministério da Educação. O grupo é dono das universidades UNA e UniBH, de Belo Horizonte, além da Unimonte, de Santos. Além das universidades, o portfólio do grupo inclui também 50% de participação na HSM, instituição de educação corporativa que tem como outro proprietário o Grupo RBS. A compra foi realizada em março deste ano, por R$ 55,3 milhões. Imbróglio. A trajetória do Grupo Anima rumo à Bolsa começou a ser escrita em abril do ano passado, quando a BR Investimentos, de Paulo Guedes, comprou um terço das ações por R$ 100 milhões e acabou com uma disputa entre minoritários que já durava quase uma década. Depois de entrar no capital da empresa, Guedes conseguiu comprar a fatia de quatro acionistas que brigavam na Justiça com os outros sócios por discordar dos rumos que a empresa vinha tomando. No processo de consolidação do setor de educação nos últimos anos, o Anima sempre foi um alvo interessante para os grandes investidores, mas as negociações sempre esbarraram na briga entre os acionistas. O IFC, do Banco Mundial, chegou a negociar um investimento de R$ 80 milhões na empresa em 2011, mas desistiu depois de se deparar com o imbróglio. Fontes que conhecem o projeto do grupo Anima afirmam que a ideia dos novos sócios é criar uma instituição diferente das que já estão listadas na Bolsa. Em vez de focar no ensino superior para a classe C, com um programa abrangente de cursos de graduação e pós graduação, o objetivo do grupo mineiro é se tornar uma rede "temática". A ideia é ter, por exemplo, escolas especializadas em Gastronomia, Direito ou Negócios. É provável que Paulo Guedes esteja se inspirando no modelo que deu origem ao Ibmec - instituição que nasceu com a proposta de ser uma escola de negócios de excelência, com mensalidades mais caras. Segundo fontes do mercado, a BR Investimentos, que também tem participação na Abril Educação (outra empresa do setor que tem capital aberto), deve implementar no Anima um modelo bem conhecido das instituições financeiras, em que funcionários podem ter ações da empresa à medida em que atingem (e superam) suas metas. Seguindo essa lógica, até professores poderão se tornar sócios do grupo. Uma das vantagens do Anima é ter uma presença forte em um mercado pouco explorado pelas gigantes do setor, diz um analista. A atuação de Kroton, Anhanguera e Estácio não é forte no Estado de Minas. (Naiana Oscar/O Estado de S.Paulo)http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,grupo-anima--de-educacao-deve-abrir-o-capital--,1071092,0.htm
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