Voltar para Notícias
Diretor da Faculdade de Direito da USP renuncia
20/08/2013
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88785
Paulo
Casella diz que não poderia tomar decisões exigidas por alunos em
greve; interino, ele cede o lugar para segunda decana até volta do
titular , informa Estadão de sábado
A crise sobre a pouca oferta de aulas na Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo (USP) culminou com a renúncia do
diretor em exercício, Paulo Borba Casella. Ele desistiu do cargo porque
acredita que não poderá tomar a maioria das decisões exigidas pelos
alunos (em greve há uma semana) até o fim do mandato, em março de 2015.
Apesar disso, ele disse ao Estado que a "faculdade não vive uma crise
grave".
Os alunos entraram em greve para pedir mais vagas em
disciplinas optativas. A pouca oferta dificulta o preenchimento do
mínimo de créditos no semestre e ameaça a conclusão do curso de alunos
prestes a se formar. Eles pedem ainda mudanças na grade curricular.
Na quarta-feira, os estudantes se reuniram com o
professor Heleno Torres, presidente da Comissão de Graduação, mas não
houve acordo. Eles afirmaram que se Casella não convocasse uma reunião
da Congregação (órgão máximo da faculdade), seriam colhidas assinaturas
para realizar o encontro.
Casella disse que renunciou porque ele não poderá
implementar a maioria das decisões exigidas pelos alunos até o fim de
seu mandato. Desde o dia 1.º, ele substitui o diretor Antonio Magalhães
Filho, em licença-prêmio. "Há uma crise previsível, que era essa questão
da reforma da grade, que foi começada em 2008 e precisaria ter sido
completada ou revertida. Como nenhuma das duas foi feita, eu, como
vice-diretor, precisava tomar medidas além da possibilidade de ação do
meu cargo. É preciso que o diretor assuma ou que renuncie ou se faça a
lista tríplice, vá para a mão do reitor e ele nomeie um próximo
diretor."
Segundo Casella, algumas reivindicações dos alunos, como
a instauração de 60 créditos livres em vez dos atuais 12, teriam de
passar por conselhos e, se aprovadas em 2014, só valeriam em 2015. "Eles
podem tocar bumbo e fazer batucada no pátio, não tem como atender em
duas semanas. Não adianta manter o estado de greve para coisas que não
têm resolução em um espaço de curto prazo."
Com a renúncia, quem assume o cargo na segunda-feira é a
segunda decana (segunda professora mais velha), Odete Medauar, titular
de Direito Administrativo. Ela deve dirigir a faculdade até o dia 30,
quando se encerra o pedido de licença de Magalhães. O primeiro decano,
Miguel Reale Júnior, declinou do cargo porque também está em
licença-prêmio.
Para fundamentar a renúncia, Casella usou como
justificativa a sindicância instaurada contra ele em 2010, que investiga
se ele teria impedido a transferência dos livros da biblioteca do
edifício anexo, na Rua Senador Feijó, para o prédio histórico, no Largo
São Francisco, contrariando decisão judicial e ordem de Magalhães.
Greve. Em decisão tomada em assembleia ontem de manhã
com 302 votos favoráveis contra 34, os alunos decidiram continuar a
greve. "Continuaremos até que consigamos convocar uma reunião de
deliberação extraordinária e enquanto as pautas não forem atendidas",
afirmou o diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto, Viniccius Martins
Boaventura.
(Bárbara Ferreira Santos/O Estado de S.Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,diretor-da-faculdade-de-direito-da-usp-renuncia-,1064881,0.htm
Matéria da Folha sobre o assunto:
Diretor interino renuncia na Faculdade de Direito da USP
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/124458-diretor-interino-renuncia-na-faculdade-de-direito-da-usp.shtml
Casella diz que não poderia tomar decisões exigidas por alunos em
greve; interino, ele cede o lugar para segunda decana até volta do
titular , informa Estadão de sábado
A crise sobre a pouca oferta de aulas na Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo (USP) culminou com a renúncia do
diretor em exercício, Paulo Borba Casella. Ele desistiu do cargo porque
acredita que não poderá tomar a maioria das decisões exigidas pelos
alunos (em greve há uma semana) até o fim do mandato, em março de 2015.
Apesar disso, ele disse ao Estado que a "faculdade não vive uma crise
grave".
Os alunos entraram em greve para pedir mais vagas em
disciplinas optativas. A pouca oferta dificulta o preenchimento do
mínimo de créditos no semestre e ameaça a conclusão do curso de alunos
prestes a se formar. Eles pedem ainda mudanças na grade curricular.
Na quarta-feira, os estudantes se reuniram com o
professor Heleno Torres, presidente da Comissão de Graduação, mas não
houve acordo. Eles afirmaram que se Casella não convocasse uma reunião
da Congregação (órgão máximo da faculdade), seriam colhidas assinaturas
para realizar o encontro.
Casella disse que renunciou porque ele não poderá
implementar a maioria das decisões exigidas pelos alunos até o fim de
seu mandato. Desde o dia 1.º, ele substitui o diretor Antonio Magalhães
Filho, em licença-prêmio. "Há uma crise previsível, que era essa questão
da reforma da grade, que foi começada em 2008 e precisaria ter sido
completada ou revertida. Como nenhuma das duas foi feita, eu, como
vice-diretor, precisava tomar medidas além da possibilidade de ação do
meu cargo. É preciso que o diretor assuma ou que renuncie ou se faça a
lista tríplice, vá para a mão do reitor e ele nomeie um próximo
diretor."
Segundo Casella, algumas reivindicações dos alunos, como
a instauração de 60 créditos livres em vez dos atuais 12, teriam de
passar por conselhos e, se aprovadas em 2014, só valeriam em 2015. "Eles
podem tocar bumbo e fazer batucada no pátio, não tem como atender em
duas semanas. Não adianta manter o estado de greve para coisas que não
têm resolução em um espaço de curto prazo."
Com a renúncia, quem assume o cargo na segunda-feira é a
segunda decana (segunda professora mais velha), Odete Medauar, titular
de Direito Administrativo. Ela deve dirigir a faculdade até o dia 30,
quando se encerra o pedido de licença de Magalhães. O primeiro decano,
Miguel Reale Júnior, declinou do cargo porque também está em
licença-prêmio.
Para fundamentar a renúncia, Casella usou como
justificativa a sindicância instaurada contra ele em 2010, que investiga
se ele teria impedido a transferência dos livros da biblioteca do
edifício anexo, na Rua Senador Feijó, para o prédio histórico, no Largo
São Francisco, contrariando decisão judicial e ordem de Magalhães.
Greve. Em decisão tomada em assembleia ontem de manhã
com 302 votos favoráveis contra 34, os alunos decidiram continuar a
greve. "Continuaremos até que consigamos convocar uma reunião de
deliberação extraordinária e enquanto as pautas não forem atendidas",
afirmou o diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto, Viniccius Martins
Boaventura.
(Bárbara Ferreira Santos/O Estado de S.Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,diretor-da-faculdade-de-direito-da-usp-renuncia-,1064881,0.htm
Matéria da Folha sobre o assunto:
Diretor interino renuncia na Faculdade de Direito da USP
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/124458-diretor-interino-renuncia-na-faculdade-de-direito-da-usp.shtml