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Alunos de escola construída sobre lixão são obrigados a estudar em outras unidades, em Brasília

07/08/2013 http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88554
Colégio
público foi interditado em maio do ano passado, após vazamentos de gás,
e não há previsão de reabertura. Especialista condena a retomada de
atividades no local

 
Os alunos da Escola Classe 1 da Estrutural, da rede pública do
Distrito Federal, ainda não têm previsão para voltar a ter aulas em um
endereço definitivo. A escola foi interditada em maio do ano passado, em
função de um forte cheiro de gás que passou a tomar conta do espaço. Na
ocasião, a Defesa Civil e especialistas da Universidade de Brasília
(UnB) constataram que o gás era metano e vinha de um material em
decomposição no subsolo. Isso porque o prédio foi construído sobre um
lixão.
 
Os 1.300 alunos da escola foram transferidos para outras unidades,
pela Secretaria de Estado Educação do Distrito Federal. A pasta faz o
transporte e cuida da alimentação dos estudantes. Por ora, não há
confirmação sobre a volta dos alunos para a escola e a eliminação do gás
no local. Por meio de nota, a pasta informou que a unidade foi
construída durante a gestão anterior do Distrito Federal.
 
De acordo com o engenheiro da Secretaria de Educação, Luiz Berber,
uma empresa especializada realizou estudos no local e concluiu ser
necessária a instalação de um sistema de extração de vapor do subsoslo
para que o problema seja solucionado. Agora, a pasta aguarda avaliação
da Procuradoria Geral do DF para análise e autorização da proposta, com o
objetivo de licitar um serviço especializado.
 
- Se houver essa autorização, acredito que, em cerca de seis meses,
os reparos poderão ser feitos e os alunos voltarão às salas de aula.
Agora, se for decidida a construção de uma nova escola, serão
necessários, pelo menos, nove meses até a construção, sem contar com o
período de licitações - prevê o engenheiro.
 
Especialista condena volta ao local
O professor do Núcleo de Estudos Ambientais da UnB, Gustavo Souto
Maior, afirma que o lixão já existia há cerca de 40 anos e ter
construído uma escola no local foi uma atitude irresponsável. Ele foi
categórico ao criticar a possibilidade de retomada das atividades no
mesmo endereço:
 
- Onde há lixo enterrado, não pode haver atividade humana. Portanto,
não tem que ter escola lá. Se as pessoas voltarem a frequentar o espaço,
vão inalar um gás que pode trazer problemas respiratórios e
circulatórios. E ainda há o risco de explosão - afirmou, defendendo que a
única solução aceitável é a construção de um novo colégio, numa área
segura.
 
(O Globo)
http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-de-escola-construida-sobre-lixao-sao-obrigados-estudar-em-outras-unidades-em-brasilia-9360090#ixzz2bC8HXdev
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