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Após protestos, Dilma desiste de ampliar medicina em dois anos
02/08/2013
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=88464
Governo recua em mudança no tempo de curso e agora quer residência obrigatória a partir de 2018
Pela nova proposta, alunos que entraram em 2012 já seriam afetados; sugestão será levada ao Congresso
O governo confirmou ontem que desistiu de ampliar, de seis para oito anos, a graduação de medicina.
Após críticas de universidades e protestos da classe médica, a nova
proposta do governo Dilma Rousseff é que a medida seja substituída por
uma residência médica obrigatória no SUS, feita após a graduação, a
partir de 2018.
A ideia é que o primeiro ano da especialização seja feito em atenção
básica e emergência, como postos de saúde e prontos-socorros.
Estudantes que ingressaram na faculdade em 2012 já seriam atingidos pela medida, caso ela seja aprovada.
Pela ideia original, de ampliação do curso de medicina, só quem entrasse a partir de 2015 seria afetado.
Hoje, a residência não é obrigatória para se formar nem para atuar como médico.
O governo precisa, para atingir seu objetivo, universalizar o acesso
às vagas, atualmente insuficientes para a quantidade de formandos.
A estimativa é de que, para um total de 15 mil médicos que se formam
no país por ano, atualmente estão disponíveis 11.250 vagas para
especialização. O governo já prometeu a criação de 12,4 mil novas vagas
de residência médica.
CONGRESSO
A ampliação do curso de medicina foi instituída pelo governo federal há 23 dias por meio de medida provisória.
O objetivo era aumentar a presença desses profissionais na atenção
básica da rede pública --os últimos dois anos do curso seriam no SUS
(Sistema Único de Saúde).
A medida integra um pacote da área da saúde que motivou protestos de
entidades médicas --com manifestações nas ruas, que se repetiram ontem
(leia texto nesta pág.).
A nova posição do governo foi oficializada ontem pelo ministro
Aloizio Mercadante (Educação) após reunião com uma comissão formada para
debater esse assunto.
O ministro disse que o currículo da graduação também deve ser
alterado --de maneira a aproximar o aluno da atenção básica da saúde.
As sugestões de mudança do governo devem ser encaminhadas ao relator
na Câmara dos Deputados da medida provisória que criou o programa Mais
Médicos.
Quem vai decidir, evidentemente, ao final do processo, é o Congresso Nacional, afirmou Mercadante.
Em nota, a Fenam (Federação Nacional dos Médicos) classificou o recuo do governo como tênue.
A entidade continuará trabalhando na luta para que não haja
modificações no curso sem ampla consulta às entidades médicas e rigorosa
avaliação com estudos e pareceres técnicos dos órgãos envolvidos, diz a
entidade.
Ontem, a Justiça Federal de Brasília negou um pedido feito pelo CFM
(Conselho Federal de Medicina) que tentava suspender o Mais Médicos.
O programa também prevê a entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação de diploma.
(Folha de S.Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/121787-apos-protestos-dilma-desiste-de-ampliar-medicina-em-dois-anos.shtml
Veja também matéria publicada no G1:
MEC foi sensato ao manter curso de medicina em 6 anos, diz USP
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/07/mec-teve-atitude-sensata-ao-manter-curso-de-medicina-em-6-anos-diz-usp.html
Pela nova proposta, alunos que entraram em 2012 já seriam afetados; sugestão será levada ao Congresso
O governo confirmou ontem que desistiu de ampliar, de seis para oito anos, a graduação de medicina.
Após críticas de universidades e protestos da classe médica, a nova
proposta do governo Dilma Rousseff é que a medida seja substituída por
uma residência médica obrigatória no SUS, feita após a graduação, a
partir de 2018.
A ideia é que o primeiro ano da especialização seja feito em atenção
básica e emergência, como postos de saúde e prontos-socorros.
Estudantes que ingressaram na faculdade em 2012 já seriam atingidos pela medida, caso ela seja aprovada.
Pela ideia original, de ampliação do curso de medicina, só quem entrasse a partir de 2015 seria afetado.
Hoje, a residência não é obrigatória para se formar nem para atuar como médico.
O governo precisa, para atingir seu objetivo, universalizar o acesso
às vagas, atualmente insuficientes para a quantidade de formandos.
A estimativa é de que, para um total de 15 mil médicos que se formam
no país por ano, atualmente estão disponíveis 11.250 vagas para
especialização. O governo já prometeu a criação de 12,4 mil novas vagas
de residência médica.
CONGRESSO
A ampliação do curso de medicina foi instituída pelo governo federal há 23 dias por meio de medida provisória.
O objetivo era aumentar a presença desses profissionais na atenção
básica da rede pública --os últimos dois anos do curso seriam no SUS
(Sistema Único de Saúde).
A medida integra um pacote da área da saúde que motivou protestos de
entidades médicas --com manifestações nas ruas, que se repetiram ontem
(leia texto nesta pág.).
A nova posição do governo foi oficializada ontem pelo ministro
Aloizio Mercadante (Educação) após reunião com uma comissão formada para
debater esse assunto.
O ministro disse que o currículo da graduação também deve ser
alterado --de maneira a aproximar o aluno da atenção básica da saúde.
As sugestões de mudança do governo devem ser encaminhadas ao relator
na Câmara dos Deputados da medida provisória que criou o programa Mais
Médicos.
Quem vai decidir, evidentemente, ao final do processo, é o Congresso Nacional, afirmou Mercadante.
Em nota, a Fenam (Federação Nacional dos Médicos) classificou o recuo do governo como tênue.
A entidade continuará trabalhando na luta para que não haja
modificações no curso sem ampla consulta às entidades médicas e rigorosa
avaliação com estudos e pareceres técnicos dos órgãos envolvidos, diz a
entidade.
Ontem, a Justiça Federal de Brasília negou um pedido feito pelo CFM
(Conselho Federal de Medicina) que tentava suspender o Mais Médicos.
O programa também prevê a entrada de médicos estrangeiros no país sem a revalidação de diploma.
(Folha de S.Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/121787-apos-protestos-dilma-desiste-de-ampliar-medicina-em-dois-anos.shtml
Veja também matéria publicada no G1:
MEC foi sensato ao manter curso de medicina em 6 anos, diz USP
http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/07/mec-teve-atitude-sensata-ao-manter-curso-de-medicina-em-6-anos-diz-usp.html